No Dia do Trabalho, a reportagem do Barroso EM DIA ouviu três cidadãos que vivem na cidade e engrossam a extensa lista de desempregados no Brasil.
Com a condição de anonimato, as fontes contaram suas experiências e o drama que vivem no dia a dia. “Não tenho nenhum problema em dizer que estou desempregado, mas divulgar meu nome pode trazer constrangimento para meus familiares”, diz João – pseudônimo adotado pela reportagem, que assim como José e Maria, vão contar sobre a luta que enfrentam.
João, que também não quis revelar a idade, conta que trabalhou por muito tempo na cimenteira LafargeHolcim e ficou desempregado atualmente. “Passei boa parte da minha vida trabalhando na Fábrica. Devo muito a empresa, mas fiquei muito chateado pela forma que mandaram embora. Primeiro que todo dia ia trabalhar com medo de ser mandado embora, fiquei assim por quase dois anos, até que chegou realmente minha vez. Depois que acho que merecia um pouco mais de respeito, pelo o que dediquei a empresa”, revela João que está desempregado a procura de emprego e deve ir embora de Barroso se até o final do ano não conseguir trabalho. “É muito triste você acordar e não ter uma ocupação. Ver sua esposa sair para o trabalho e você ter que ficar em casa. É triste para um homem”, revela João que tem um filho.
Já José, segunda fonte desta matéria, nasceu e vive em Barroso, mas também estuda a possibilidade de seguir outros caminhos. “Nasci e fui criado aqui na nossa terra. Amo Barroso, mas está difícil. Aliás, no Brasil inteiro está difícil, mas aqui parece que está pior, eu acho”, declara ele que esperava um emprego na Prefeitura em janeiro deste ano. “Pessoal da equipe do Reinaldo e da Deléia já tinha me prometido emprego, mas como estava uma situação complicada na Prefeitura o ano passado nem procurei eles, só que agora não consigo mais ficar sem emprego e eles não me chamaram. Daí eu fui atrás pedir emprego, mas disseram que vai ter Concurso, só que não foi isso que me prometeram. Fiquei chateado, mas eu vou fazer o que, tem muita gente brava com eles também, muita”, diz José que é solteiro e mora com os pais. “A gente ficar dependendo de pai e mãe o resto da vida é triste. Ajudei na campanha e participei com o intuito de ter um emprego, mas assim como muitos não consegui”, diz.
Por fim, a terceira fonte, uma mulher (Maria), declarou que o marido está desempregado e que ela faz trabalho para fora como lavar e passar roupa, quitandas e outros a fazeres com o intuito de ajudar na renda familiar. “Eu ganho um troco aqui, outro ali, enfim, faço de tudo um pouco para poder ajudar lá em casa, pois meu marido está desempregado e temos dois filhos para criar”, revela Maria que conta que nunca passou por um momento tão delicado como este. “Não coloca meu nome ai (jornal) não, porque não quero que as pessoas saibam da minha vida, mas confesso que quando acordo de manhã a primeira coisa que penso é em fazer algo para ter o que comer no dia seguinte. Tem sido assim”, conta Maria, que está tendo ajuda de familiares.
EMPREGO
O que não sai das redes sociais e da cabeça dos barrosenses quando o assunto é

emprego são os 800 postos prometidos pela chapa vencedora Reinaldo e Deléia Napoleão. Para muitos barrosenses, esta foi apenas mais uma promessa para garantir a vitória nas eleições. O Facebook está cheio de posts cobrando as vagas divulgadas no ano passado. “Deveriam saber que quem promete demais é porque com certeza não vai fazer cumprir”. “Estou esperando voltarem em minha casa”. “Prometeu tem que cumprir”. “Ninguém é obrigado a dar nada a ninguém, mas político que promete tem que cumprir”. São algumas das frases publicáveis que estão na rede social e grupos voltados para cobranças e melhorias da cidade.
DESEMPREGO
O índice de desemprego no Brasil atingiu 12,2% no trimestre encerrado em janeiro de 2018. Isso significa que 12,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua.