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juri carandaiAconteceu durante todo a terça-feira (24), o julgamento com júri popular de Neuza Maria Goulart, de 40 anos, acusada de ter envenenado e matado o marido, Lezero Celestino da Silva, de 43 anos, e provocado também a morte por envenenamento do cachorro da família no bairro Campestre, em Carandaí. O caso aconteceu no dia 31 de julho de 2013.

Denunciada como incursa nas iras do artigo 121, parágrafo segundo, inciso I (motivo torpe), III (emprego de veneno) e IV (recurso que impossibilitou a defesa do ofendido), a ré, ao fim do julgamento, foi absolvida pelo corpo de jurados por maioria de votos.

Os advogados de defesa da acusada, Milene Cristina Rodrigues Pinto, que foi indicada pelo Juiz, já que Neuza não tinha condições de arcar com um advogado particular, e Raphael Henrique Dutra Rigueira, que atuou no caso à pedido de Milene, se mostraram bastante contentes com a resolução do caso. Segundo a advogada Milene, “Neuza, na realidade era a vítima dos fatos. E agiu exclusivamente visando defender sua prole”.

Segundo o que foi concluído, Neuza teria matado envenenado o marido de 40 anos porque “não suportava mais as agressões sofridas, já que ele a agredia diariamente.” Em dado momento, quando a acusada teria acionando a polícia, Lezero teria a ameaçado, alegando que mataria o filho dela e depois mataria ela.

 

RELEMBRE A MATÉRIA PUBLICADA NA ÉPOCA:

Após entrar em contradição, Nelsa Maria Gulart, de 40 anos confessou à polícia que matou o marido envenenado em Carandaí. Nelsa revelou que era espancada constantemente e, por isso, matou o companheiro. Até o cachorro da família morreu em decorrência do veneno.

De acordo com a Polícia Militar, Nelsa acionou a corporação no dia 31 de junho (quarta-feira), dizendo que, ao chegar em sua casa, na rua Antônio Vicente Barbosa, no bairro Campestre, encontrou o marido caído no chão do quarto do casal, aparentemente sem vida.

Militares foram ao local e, em companhia de um enfermeiro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), constataram a morte de Lezero Celestino da Silva, de 43 anos.

 

Cachorro morto evidenciou envenenamento

Os militares encontraram um cachorro morto no quintal da residência e começaram a desconfiar da versão dada pela mulher. Questionada sobre como o marido poderia ter morrido, Nelsa caiu em contradição várias vezes e ficou nervosa. Ela revelou, no entanto, que o cão morreu após comer restos do almoço. A partir disso, os policiais suspeitaram que o homem e o animal foram envenenados.

Ao perguntarem se ela se dava bem com o marido, Nelsa revelou que ele a espancava sempre e, inclusive, já havia registrado boletins de ocorrência por agressão. A mulher disse ainda que na noite anterior ao crime, Lezero havia lhe dado um soco no rosto.

Após os questionamentos da PM, a mulher acabou confessando o crime, que colocou veneno na comida do homem e jogou os restos para o cão. Nelsa foi presa em flagrante e encaminhada à delegacia da cidade.

 

Informações CDI News

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