A bancada mineira no Congresso Nacional solicitou R$ 857,9 milhões em emendas desde o início do ano, mas o governo federal pagou apenas R$ 122,5 milhões. Esse montante, apesar de corresponder a cerca de 15% do valor pleiteado, é fundamental para os parlamentares ajudarem suas bases e manterem os nomes em evidência a um ano da eleição de 2018.
A liberação dos recursos foi maior entre os meses de junho e julho – período no qual a Câmara dos Deputados analisava a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB).
Levantamento feito por O TEMPO junto ao Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do governo federal, mostra, por exemplo, que os dez deputados mineiros que mais foram atendidos enviaram suas emendas para a área de saúde. Os parlamentares destinaram o dinheiro para municípios que fazem parte de seu reduto político, por meio do Fundo Nacional de Saúde.
Confira os deputados agraciados AQUI.
No mês passado, pesquisa Datafolha mostrou que a área é o principal problema do país, sendo citada por 24% dos entrevistados.
Talvez por causa disso, a área costuma ser o destino favorito dos deputados para enviar suas emendas por conta da facilidade de capitalizar os louros da indicação. Dos R$ 108,5 milhões de emendas liberadas pelo governo federal à bancada mineira entre junho e agosto – época da votação de denúncia – menos de R$ 5 milhões foram destinados a outras áreas.
O deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) explica que as verbas para saúde são facilitadas por serem no estilo “fundo a fundo”. “O governo manda os recursos do Fundo Nacional da Saúde direto para o fundo estadual. É bem mais simples, por exemplo, do que obras, que precisam passar por licitação e uma série de burocracias”, explica.
O TEMPO
