A médica condenada em 2013 por mandar cortar o pênis do ex-noivo foi encontrada pela Polícia Militar (PM) na noite de ontem, na Maternidade Otaviano Neves, no bairro Santa Efigênia, na região Leste da capital. Detenta do Complexo Penitenciário Estevão Pinto, no bairro Horto, na mesma região, Myriam Priscilla Rezende de Castro, 35, era considerada foragida pela Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds), já que desde 28 de janeiro, quando saiu para trabalhar, não retornou à prisão. Segundo a corporação, a condenada estava em tratamento médico na maternidade.
A PM recebeu a informação por meio de um telefonema anônimo, feito às 19h42 ao 181. Em seguida, policiais foram ao local e confirmaram a presença de Myriam e solicitaram que uma escolta militar fosse enviada à maternidade, o que foi feito.
O advogado da médica, Giovanni Caruso Toledo, já havia informado que ela está grávida de gêmeos, em situação delicada de saúde, e internada em uma maternidade – que ele não precisou – desde 28 de janeiro.
A assessoria de comunicação da Seds informou que a médica não comprovou a gravidez e se recusou a fazer exames no presídio. O advogado, porém, argumenta que a informação da gestação deveria ter sido repassada ao Judiciário, como foi feito, segundo ele, e não à unidade prisional.
“Ainda antes da internação, eu protocolei petição na Vara de Execuções Penais informando a gravidez ao juiz, com cópia à Seds. A transferência dela para o Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade já estava autorizada”, disse.
Segundo o defensor, Myriam está com pré-eclâmpsia devido a pressão alta, quadro grave de pré-dilatação do colo de útero, diabetes gestacional e anemia. Toledo explicou que a gestação é resultado de inseminação artificial.
“Como advogado, tenho a convicção de que ela não pode ser removida (do Otaviano Neves). O comunicado (de que ela foi encontrada) vai chegar ao juiz, e a gente vai ver o que fará. Se ela receber alta amanhã ou depois, vai para o presídio, com ou sem escolta”, disse o defensor. Até o fechamento desta edição, a médica continuava no hospital.
Crime
A médica Myriam Priscilla Castro mandou cortar o pênis do ex-noivo, Wendel José de Souza, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, em 2002. O órgão foi extraído com uma faca, por dois homens contratados pela mulher. A vítima, que havia terminado o noivado três dias antes da data marcada para o casamento, não morreu.
Condenação
Myriam foi condenada a seis anos de prisão e capturada em Pirassununga (SP). Desde abril de 2014, ela cumpre pena no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, na capital. Em julho, a detenta foi autorizada a trabalhar fora, mas tem que passar as noites na prisão.
Fuga
Desde 28 de janeiro, ela não voltou à penitenciária.
Com informações do O Tempo.


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