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A ligação das chamadas rádios comunitárias com políticos locais, ou seja, das cidades, levou a cassação da prefeita e vice em uma cidade de Minas Gerais.

A Justiça Eleitoral cassou, nesta quarta-feira, o mandato da prefeita Pirapora, Marcella Machado Ribas Fonseca (PSD), e do vice-prefeito, Orlando Pereira de Lima (DEM). No entendimento do juiz Espagner Wallysen Vaz Leite, da 218ª Vara Eleitoral do município, localizado no Norte de Minas, ficou comprovado nos autos que durante a campanha a atual prefeita se beneficiou de tempo a mais na rádio local e, por isso, recebeu pena por abuso de poder midiático e corrupção.

A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG). A pena imposta aos dois é de oito anos de inelegibilidade, contados a partir da eleição. O juiz, no entanto, não determinou a perda imediata do mandato.

Na decisão o juiz afirma que ficou comprovada que a então candidata se beneficiou de tempo maior na programação da emissora, conforme demonstrado nas análises periciais. Pesa ainda sobre a decisão, o fato de a emissora pertencer ao grupo familiar de Marcella.

“Somente o tempo a maior dos investigados e o tempo a menor da investigante é insuficiente para cassar um mandato político, quando analisado isoladamente. Pensar de forma diversa, seria afastar a exigência da gravidade das circunstâncias”, afirma o juiz.

Estado de Minas

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