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O jornal Estado de Minas publicou na edição do último sábado (21), uma matéria na qual Barroso aparece na posição de número 790 em um ranking de 792 cidades, como uma das piores no quesito em gestão fiscal.

De acordo com a matéria do jornal mineiro, o levantamento foi feito pela Federação de Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), e 558 municípios em Minas, ou 70% dos 792 avaliados, tiveram sua gestão fiscal avaliada como crítica ou em situação difícil até o fim de 2011. 

Para se chegar a esse número foram analisados gastos com pessoal, investimentos em infraestrutura, comprometimento do orçamento com dívidas e o total de receitas geradas pelo município. Os indicadores tratam especificamente da gestão, ligados diretamente às escolhas tomadas pelos prefeitos ao longo de cada ano. Para calcular o índice geral, a equipe técnica do órgão pontuou os indicadores entre 0 e 1, sendo que quanto mais próximo de 1, melhor a gestão do município. 

O cenário em Minas piorou na comparação entre 2010 e 2011, com o total de municípios avaliados como gestão em situação difícil ou crítica passando de 69,3% para 70,4% em um ano. Apenas 0,5% das cidades receberam nota acima de 0,8 ponto, e 29% foram consideradas com boa gestão, entre 0,6 e 0,8. No estado foram analisados dados de 792 cidades, uma vez que, até junho, os 61 municípios mineiros restantes apresentaram indicadores inconsistentes ou nem chegaram a entregar seus dados oficiais aos órgãos de controle.

Sobre os números de Minas, o gerente de Economia e Estatística da Firjan, Guilherme Mercês, avalia que o maior atraso está ligado ao excesso de restos a pagar acumulados no ano e que precisam ser quitados nos exercícios seguintes. Isso demonstra que as prefeituras estão postergando pagamentos de despesas sem deixar dinheiro suficiente para cobri-las. “A administração dos restos a pagar em Minas se torna um grande problema. Quando o município termina o ano sem dinheiro no caixa, o que, inclusive, é proibido por lei, outras dificuldades aparecem no ano seguinte”, ressalta o economista. 

A reportagem aguarda a palavra do ex-secretário de finanças, Luiz Moreira, o Luizinho sobre o assunto.

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