A direção do Hospital Macedo Couto, do Instituto Nossa Senhora do Carmo, confirmou a reportagem do Barroso EM DIA que está fazendo demissões.
“Realmente estamos desligando alguns funcionários do INSC. A intenção é reduzir em todos os setores, inclusive médicos. (alguns serão desligados do regime CLT (carteira assinada) e os substitutos serão prestadores de serviços. Diminuindo assim a despesa com encargos trabalhistas, férias e 13• salario. Portanto, a quantidade de médicos plantonistas não mudará, pois a Prefeitura Municipal paga por esse serviço de maneira contínua) Ainda não temos um número exato de funcionários a serem demitidos, mas a estimativa está entre 15 a 20”, declara a Administradora Ana Maria Campos que acrescentou que existem setores que não podem ser reduzidos demais, devido as exigências de conselhos e normas da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT.
O motivo, Ana Maria explicou que está relacionado com a fim da Expansão da LafargeHolcim. “O Hospital foi estruturado para receber a expansão da cimenteira local, tendo em vista o aumento do fluxo de pessoas na cidade, mas acontece que a expansão acabou e o Hospital teve bruscas quedas na arrecadação de convênios com Planos de Saúde, principalmente o Bradesco Saúde, que era o plano disponibilizado pela empresa Mendes Júnior e também houve queda nos exames de RX OIT, devido a crise nacional que estamos passando, onde as empresas não estão contratando” explica a administradora que junto ao término da Expansão veio a redução dos valores recebidos de SUS e o sinal vermelho enviado pelo Governo Federal com relação a reajustes e liberação de emendas parlamentares.
“O Hospital tentou até abril deste ano manter todos os funcionários, pois sabemos da crise que assola o país e também sabemos que muitos dos funcionários que foram ou ainda serão desligados não irão conseguir outro emprego por agora. Mas devido ao que já foi dito acima, a situação ficou insustentável”, reforça Ana.
SALÁRIOS ATRASADOS
Questionada sobre o possível atraso de salário de alguns médicos, a Administradora declarou que o dinheiro que vem para pagamento dos profissionais são de várias esferas (SUS, Prefeitura Municipal, Planos de Saúde, Cisver, SCI, …) e é preciso que o hospital aguarde o recebimento de todas as esferas para então efetuar os pagamentos. “Portanto, até que isso aconteça (todos os pagamentos) pode ocorrer alguns dias de atrasos. O que já acontecia antes”, finaliza.
Dessa forma, se a expectativa da população girava em torno do objetivo de campanha do atual Prefeito Reinaldo Fonseca (PSDB), que pretendia colocar mais quatro médicos no Hospital, a realidade, no momento, é outra, aliás, bem mais crua, ou seja, o Hospital, ao invés de contratar, deve demitir médicos nos próximos dias.
