Escrever sobre Mãe é escrever sobre tudo, sem esquecer nada. É atentar aos pontos, às vírgulas e principalmente à etc… Mãe é sinônimo de abreviatura, mas nunca é um ponto, a menos que seja um ponto final, que mesmo assim, não será um e sim três, no sentido de continuação, de eternidade ou de amor eterno. Mãe, essa aí, do seu lado, na varanda, no fogão, diante do quadro, na mesa de operação, operando, assentando, xingando, berrando, chorando, sorrindo, essa sua, minha, nossa, é a única verdade perdida entre vírgulas e o significado pós dois pontos. Mãe significa. É sim, nunca um não, a não ser que o não seja, e sempre foi, para nos educar. Não é substantivo, Mãe é verbo, em todas as suas formas e conteúdo. Ajudar, trabalhar, compreender, levantar, segurar, dos mais infinitos verbos e dialetos, isso é Mãe, o resto é Mãe também. É tudo, não pelas beiradas, pela metade, e sim por inteiro, de corpo e alma, mesmo ausente, mesmo distante, enfim, é Mãe e sempre será, de noite, de dia, dormindo, acordada, de forma incondicional é Mãe e ponto, pronto. Não há de questionar. Mãe é Mãe até quando faz papel de pai. E pai é Mãe quando é obrigado a fazer o mesmo, ou seja, ser Mãe.
Portanto, diante desse dia, mesmo que já seja noite, que você esteja longe, entre quilômetros ou entre nuvens, saiba Mãe, que quando olhamos para trás, em momentos únicos como este, tudo o que alcançamos, mesmo sem apalpar, devemos a você, a maior das razões. Um anjo que nos acolhe e nos recolhe nos momentos exatos, que nos ergue e nos derruba quando achamos que podemos mais. Mãe é a medida certa, seja drástica, coesa, carinhosa, enfim, não há questionamento. Diante da Mãe, é preciso se curvar, balançar a cabeça em movimento de baixo para cima e de cima para baixo e saber que, mesmo que ela esteja errada, você nunca estará certo. Mãe, onde estiver, e como estiver, saiba, ou saibam Mães, você é a razão e se possível mais. És o princípio, o meio e jamais será o fim, Mãe. Obrigado! São os votos do Barroso EM DIA a todas e quaisquer Mães deste planeta. Felicidades!
por Bruno Ferreira

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