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PEB 1A carteira de identidade em questão pertencia à professora Clotilde Rocha, que lecionou em Barroso por mais de 15 anos, numa época em que havia turmas separadas por sexo, ou seja, masculino e feminino. Clotilde Rocha foi efetivada para a primeira turma mista instalada em 01/02/1936. O inspetor técnico do ensino, em visita à escola em 31/03/1938, informava que a professora regia uma turma com mais de 80 alunos frequentes, com poucos recursos didáticos, e que pagava de seu bolso o aluguel da sala de aula.

A primeira administração municipal instituiu a lei nº5 de 25/02/1955, que determina que as escolas municipais  sejam denominadas homenageando antigas professoras. Clotilde Rocha, situada no Bairro Jardim Bandeirantes, foi a única escola que sobreviveu aos caprichos da política. No sentido de valorizar a memória das personalidades, a prefeita Eika Oka de Melo sancionou a lei nº2.418/2012, através da qual estabelece a obrigatoriedade de se fixar em local de destaque dos prédios públicos a fotografia e o memorial descritivo do patrono. Contudo, em Barroso, as leis são letras mortas… parafraseando o colunista Paulo Terra. Clotilde Rocha sobrevive no país do faz de contas como se não bastasse a desvalorização do professor, nem mesmo suas memórias são reverenciadas!

Fundo do Baú por Welington Tibério

clotilde rocha

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