Funcionários da Holcim Barroso fizeram uma paralisação de cerca de uma hora em frente a portaria da empresa, na manhã desta quinta-feira (15). O principal motivo da paralisação foi a fusão entre as multinacionais Holcim e Lafarge, que não estaria dando garantias básicas aos trabalhadores das empresas.
Segundo o Presidente do Sindicato de Barroso, João Luiz Aparecido da Silva, trabalhadores da Holcim e da Lafarge do mundo todo começaram no mesmo dia a campanha para que as empresas garantam os direitos dos trabalhadores após a fusão. “Com a fusão, a empresa LafarteHolcim terá 130 mil funcionários e um volume de negócios de 35 milhões de euros, cerca de 100 milhões de reais. Nossa maior preocupação é que muitos venham a perder o emprego”, afirma.
Em um dos panfletos distribuídos, os sindicatos e trabalhadores listam uma série de pedidos para as empresas:
- Garantir que as condições dos trabalhadores sejam protegidas em partes do negócio que foram vendidas.
- Garantir que todos os acordos coletivos de trabalho sejam respeitados pela empresa resultante da fusão.
- Comprometer-se a manter o nível de diálogo social global que Lafarge mantinha com os sindicatos.
- Consultar os trabalhadores e os seus sindicatos neste processo de fusão.
De acordo com João Luiz, participaram do ato o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belo Horizonte, Juiz de Fora, São João Del Rei e Barroso; Sindicato dos Metalúrgicos de São João Del Rei; Sindicato dos Servidores Públicos de Barroso; Federação Conlutas e Feticom – MG da Construção Civil do Estado de Minas e a NCST/BH.


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