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Nesta quarta-feira (12), cerca de 600 pessoas lotaram o auditório da Escola Estadual Professor Soares Ferreira, em Barbacena para participar da segunda rodada do Fórum Regional de Governo no Campo das Vertentes. O evento do Governo do Estado, com o apoio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), tem como objetivo debater com a sociedade civil e autoridades ações prioritárias para a região.

O secretário de Estado adjunto de Educação, Antônio Carlos Pereira, destacou que a proposta do governo é de que as pessoas vão além das reclamações. “O governador Fernando Pimentel utiliza o lema ‘ouvir para governar’, o que não é um objetivo em si mesmo. É mais complexo. Cada pessoa tem que sair do seu pedaço para pensar soluções para sua região e o Estado”, disse.

Segundo Pereira, trata-se de uma proposta de compartilhamento de poder para tornar o Estado melhor. Outro objetivo pretendido com os fóruns é reduzir as dificuldades regionais, “para que se chegue a uma Minas menos desigual, que compartilhe mais a riqueza e o conhecimento”.

Mobilização – Nessa linha, a deputada Marília Campos (PT), presidente da Comissão de Participação Popular da ALMG, elogiou a organização dos Fóruns de Governo, por conseguir mobilizar os cidadãos das várias regiões do Estado. “Tenho visto essa participação em todos os fóruns a que tenho ido. As pessoas querem contribuir efetivamente, definindo as prioridades de investimento nas suas regiões”, destacou.

A parlamentar explicou o papel da Assembleia Legislativa nesse processo. “Minha presença aqui é para sintonizar o Legislativo mineiro com as demandas trazidas pela população”, ressaltou. Ela lembrou que no passado, o Orçamento do Estado e o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) eram definidos em gabinetes e só depois eram enviados à ALMG para que a população fizesse sugestões.

Na avaliação da deputada, outra vantagem dos Fóruns Regionais é permitir que as políticas públicas estaduais contemplem todos os municípios mineiros. “Mais que ouvir, Pimentel quer garantir que o desenvolvimento seja descentralizado, diferentemente do que acontece hoje, com grande concentração na Capital”, disse.

Carga tributária – A sobrecarga de atribuições nos municípios foi criticada pelo vice-prefeito de Barbacena, Mário Raimundo de Melo. “Os prefeitos estão sobrecarregados, com as despesas das várias obrigações impostas por lei, sem ter a contrapartida em receitas, devido a um modelo tributário injusto”, analisou. Ele mostrou-se esperançoso de que, com os Fóruns Regionais de Governo, surjam estratégias e atitudes “para que Minas sinalize para o Brasil o melhor caminho a ser trilhado”.

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