Na realidade o NOVO ANO será diferente do ANO VELHO apenas no último algarismo: muda de 2014 para 2015. Os dias continuarão tendo 24 horas, exceto no início e no final do horário de Verão.
Acho que pouca gente, neste século XXI, se ilude com a possibilidade de boas mudanças em 2015, em comparação com o “finado” 2014. Tudo que aconteceu voltará a acontecer.
A sucessão dos dias, das antigas tristezas, dos velhos desejos, das poucas alegrias, das frustrações de sempre, se repetirá de novo. Tudo vai se repetir, talvez com novas roupas, com personagens diferentes ou iguais.
No fundo, 2015 será a reedição de 2014, provavelmente piorada. Cada um de nós outra vez terá saudade do calor quando fizer frio e xingará o frio quando ele aparecer. Pediremos chuva quando a seca for forte e faltar água em nossas torneiras e reclamaremos quando ela insistir em cair por vários dias consecutivos.
As contas de luz e os combustíveis vão subir, os impostos vão aumentar, o transporte urbano continuará uma porcaria, e, apesar de alguma operação lava-jato ou de qualquer outro nome, as empresas públicas continuarão superfaturando os preços das obras que nunca terminarão no tempo previsto, corruptores continuarão pagando propinas aos corruptos, e nossos governantes insistirão em jurar que os que tiverem roubado serão punidos “doa a quem doer”, como nunca até agora aconteceu na história deste país.
Neste novo ano os norte-americanos continuarão querendo mandar no mundo, Cuba viverá da saudade do comunismo, os russos arranjarão outra Crimeia para anexar ao seu território, etc., etc… E o Papa não se cansará de ser “a voz que grita no deserto” a sua mensagem de paz para os (pouquíssimos) homens de boa vontade.
Mesmo sabendo de tudo isso, talvez poderá ajudar um pouquinho a gente repetir FELIZ ANO NOVO, AMIGOS!
por Paulo Terra

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