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Faleceu na madrugada desta terça-feira (20) a barrosense Maria Batista Campos, mais conhecida como Maria Portuguesa ou Lilica, de 100 anos.

A senhora faleceu após ficar internada 25 dias por causa de uma pneumonia.

Lilica foi velada na Resende. A missa de corpo presente aconteceu na Matriz de Sant’Ana, às 14h. Logo após, às 15h, foi realizado o enterro no Cemitério do Santa Maria.

Na edição do jornal de junho deste ano, a senhora foi homenageada pelo Barroso EM DIA no seu aniversário de 100 anos. Confira a matéria na íntegra:

Maria Portuguesa, com certeza

Maria Batista Campos, mais conhecida como Maria Portuguesa ou Lilica, como faz questão de ser chamada, é uma mulher que acompanhou e contribuiu socialmente para o crescimento e a história de Barroso. Não é para menos que nessa sexta-feira, 03 de junho de 2016, ela completou seus bem vividos 100 anos de idade!

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Maria Portuguesa, ao lado do filho e da cuidadora

Filha de Tiofe Batista Neto e Maria Amélia Campos, dona Lilica nasceu na Fazenda São Gomes, na região entre Ibertioga e Ponto Chique, onde cresceu junto a seus 11 irmãos. Atualmente tem ao seu lado apenas as irmãs, Regina, 85, Erondina, 87, e a caçula Maria do Rosário de 83 anos. Aos 18, se casou com Manuel Martins Henriques (1908-1993) com quem teve os filhos, Darmon Henriques, 77, José Henriques Marques, 79 anos, e os já falecidos Maria Henriques e os gêmeos Geraldo e Geralda Campos.

Com o passar dos anos, Maria Portuguesa presenciou o nascimento de várias gerações de sua família. Netos, bisnetos, tataranetos, que, em quantidade, totalizam quase a sua idade. Foi no ano de 1955, dois anos após a emancipação de Barroso, que Maria chegou junto com sua família para construir uma nova vida em uma cidade ainda com ruas de terra e poucos vizinhos. Esforçada e bastante ativa, contribuía com as despesas da casa trabalhando como costureira, além de dedicar parte de seu tempo em ajudar ao próximo. Ao lado de sua grande amiga, a saudosa Dona Quininha e de outras barrosenses, atuou no grupo de voluntárias do Instituto Nossa Senhora do Carmo, em atividades na festa de Sant’ana, ajudando em doações, entre outras funções. Sua força de vontade é tamanha que até o ano de 2014 fazia questão de acompanhar sempre que podia as necessidades do asilo. Devota de N. Senhora Aparecida, Maria sempre teve uma forte relação com a religião, presenciando ativamente o nascimento de várias Igrejas de Barroso. Ela inclui Pe. Fábio na lista de seus amigos mais estimados, tendo inclusive, retratos do pároco espalhados pela casa. Junto de seu filho Darmon e de Maria da Conceição, sua cuidadora, Lilica relembra com carinho seu relacionamento com a família, amigos que já partiram e a trajetória que construiu em Barroso desde então.

Mesmo com as dificuldades geradas pelo tempo, Lilica sempre se restabelece, sendo um exemplo de determinação, perseverança e sabedoria. Uma mulher que carrega as primeiras memórias de uma cidade  que ela sempre tanto amou.

Obrigado a você Dona Maria Portuguesa, por ser uma parte de Barroso. Parabéns!

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