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Cerca de 95% das delegacias da Polícia Civil em Minas não possuem a quantidade de servidores considerada necessária para que as investigações e o atendimento ao público sejam feitos de forma eficiente. É o que aponta o relatório “O Ministério Público e o Controle Externo da Atividade Policial”, realizado pelo Conselho Nacional do Ministério Público e lançado no mês passado.

O estudo é resultado de vistorias feitas por promotores às delegacias de polícia de todo o país durante o segundo semestre de 2016. Em Minas, das 700 delegacias da Civil cadastradas, 549 (78,43%) foram visitadas. Desse contingente inspecionado, somente 27 unidades (4,92%) estavam adequadas, considerando-se recursos humanos e infraestrutura.

Sobre o número de servidores aquém do necessário, Denilson Martins, presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), afirmou que seria preciso dobrar a quantidade atual do efetivo. “Atualmente, temos cerca de 8.700 policiais civis no Estado, mas a Lei Orgânica da corporação, de 2013, prevê 18,5 mil. Esse baixo contingente impacta diretamente a investigação e a formalização dos inquéritos”, disse.

Resposta. A Polícia Civil, por meio de nota, informou que não divulga o número do efetivo da corporação por questões de segurança, mas destacou que já foi autorizada, em setembro, a realização de concurso para o cargo de delegado, com 76 vagas. O edital sairá em breve.

Sobre a estrutura física, a corporação esclareceu que mais de 20 delegacias foram inauguradas em 2017, incluindo novas sedes e reformas estruturais. Entre elas está o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (antigo DI), que foi totalmente reformado e teve investimento de R$ 8 milhões. Também foram adquiridos coletes balísticos, novos computadores, mobiliário, entre outros materiais, que estão sendo entregues aos policiais.

Criação

Novidade. A Polícia Civil informou que criou a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), um grupo devidamente preparado para atuar em operações de alto risco e destinado a apoiar qualquer necessidade da corporação.

Problemas também afetam outros órgãos

Para Frederico Marinho, pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais, esse “sucateamento maciço” da Polícia Civil dificulta a atuação do Ministério Público, que precisa da investigação para embasar uma acusação e levar o caso à Justiça.

BARROSO

Recentemente o Barroso EM DIA trouxe uma matéria onde aborda o possível fechamento da Cadeia pública da cidade. Relembre, clique aqui!

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