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FOTO 3Quem partiu? Antônio Marcos Pinto, Antônio Marcos, Toninho, Toninho Pinto, Toninho Papagaio, o jornalista da Rádio Sucesso, o locutor das exposições, das gincanas, dos comícios? Difícil dizer. Fato é que parte hoje um pedaço de todos nós. Vai embora um pouco da comunicação, perde-se entre várias outras perdas, um homem de Deus, de fé inabalável. Um profissional que fez jornalismo até os últimos dias de sua vida, sentado na cama de um hospital. Enfim, a comunicação se parte e parte com ela um pedaço da história jornalística de Barroso, Barbacena e região. Vai o pai, o irmão, o companheiro, o homem vaidoso que tomava banhos e passava perfumes para entrar em quadra e defender seu Colorado. A torcida atleticana sofre um desfalque. As mesas de bares e os Amigos, de Rua, ou de Casa, também perdem. Vai o assessor, o arquiteto da política, a voz da emoção, o locutor dos carnavais e exposições, das quadrilhas de junho, dos torpedos no Gambá. O Contato já não é tão Direto, Barbacena chora, Barroso chora, Tiradentes e região choram a partida. Os dias e as Noites do Meu Bem já não fazem tão bem assim. A Nação deixa de ser um pouco Jovem, a voz já não tem Liberdade, as canções dos festivais da canção ficam mudas, as notícias perdem a veracidade e a Império de Tiradentes tem um de seus pilares estremecidos. A rádio já não é mais tão Atrativa assim. Barroso já não está mais Em Dia. As narrações religiosas perdem um pouco do fervor. Os poderes, legislativo e executivo, sentem a falta, e nós também sentiremos, aliás, já estamos chorando e engolindo seco há alguns dias. Tudo parece perder o sentido: o rádio está fora da frequência e sua voz, tão linda, não entra pelos nossos ouvidos neste momento.

MAS… como se trata de um homem de Deus, de fé, é impossível acreditar que tudo vai parar, que as coisas perderam o sentido. Amigo, como a música e a fé sempre caminharam juntas na sua vida, nos baseamos nelas para entendermos o processo aqui na terra. Nada melhor que o Rei, aquele que você carregava os LP’s, debaixo do braço, e Deus, aquele que você sempre carregou no coração, para nos dar forças neste momento tão difícil.

“Tanta gente se esqueceu, que o amor só traz o bem, que a covardia é surda e só ouve o que convém. Mas meu Amigo volte logo, vem olhar pelo meu povo, o amor é importante, vem dizer tudo de novo”.

Volte logo, Toninho, volte em forma de música nas nossas manhãs de domingo, pelas madrugadas da Sucesso, pelas canções do Rei, pelos pagodes dos Amigos de Rua, pelas locuções nas exposições, pelos recadinhos do Gambá, pelas defesas do Colorado, pelos gritos de Galo. Volte, amigo. Volte um dia de qualquer forma, mas volte logo, seja em forma de notícia pelo Contato, pelas páginas dos jornais, pelos gritos dos comícios, pela vaidade amigável, pelo espírito de pai, de companheiro, pelos discos do Zé Furtado, pelas narrações de gols, pelas perguntas pertinentes do jornalismo, volte um dia, amigo, volte para renovar a nossa fé. Mas, volte logo…

Meus caros, essa não é minha voz. Vocês ouviram Hélio Costa, Zé Rubens, Zé Rural, Juquinha, Agnaldo, Salim, Zé Sebastião, Rogério Varandas, Cristovão Abranches, Duarte, Ivan Estáquio, Galdino Silva, Geraldo Cassemiro, os companheiros de transmissões, de locuções, de canções. Meus caros, eu não tenho coragem de assinar este texto. Essa redação não é minha, é do Barbacena Online, do Barroso EM DIA, do Jornal de Sábado, do Jornal da Cidade, da Império, da Atrativa, da Voz da Liberdade, da Nação Jovem, da Sucesso, enfim, da comunicação que hoje, por apenas alguns segundos, se cala, fecha os olhos e renasce na voz que se despedia assim:

UM BEIJO NO SEU SORRISO!

Vai com Deus!!!

Antônio Marcos Pinto

20/08/1963 * 25/02/2015

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