É preciso aprender a ler, a cada dia, a cada hora, ainda mais em tempos “surreais” das redes anti e às vezes, poucas vezes, sociais. Mas é preciso ler de verdade. Não apenas juntar letras e formar palavras, juntar palavras e formar frases e de frases ter textos. É preciso começar a ler, desde cedo, seja o cedo o tal nascer do sol ou o berço, e ir até o chamado ponto final. Não é à toa que ler é fundamental. E o fundamento, ou aprofundamento, só é possível e necessário se lermos, e lermos cada vez mais. E não interprete como simplesmente a velha máxima de que ler é culto ou provoca cultura ou excesso. Isso, apesar de verdade, é piegas. Ler vai além, é viver, é sobreviver. Para que no fim do dia, ou fim da vida, você possa saber. Isso. Simplesmente saber, efeito do ler. Complexo? Nada. Vale a interpretação, mas antes de interpretar e repassar, como nas brincadeiras do telefone sem fio de outrora, ouça até o final, como irá ler até o fim. Daí, se posicione, se manifeste, opine, disserte, discorde, enfim, não fim, não confunda. Mas também aprenda, como aprendemos todos os dias, que toda escrita tem uma origem e um pretexto sobre o próprio texto. Quem fez, para onde vai, emissor/receptor. Aprenda a mais simples das lições, o básico da educação, deste ou de qualquer país. Aprenda definitivamente que não se passa para a frente aquilo que não se tem certeza. Não se dá prosseguimento a algo que não se sabe a origem. É preciso confiar na fonte para que você e o próximo bebam água limpa. De sujeira e pessoas mal intencionadas o mundo já está cheio. Limite-se, policie-se e não dê crédito a inverdades ou assuntos alheios. Mais claro: pare de compartilhar e dar crédito a tudo que vê na internet ou ouve nos bares e esquinas da vida. O simples ou indigesto ato de fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia, consiste em uma palavrinha intitulada Fofoca que já deveria estar enterrada há vidas. Informe-se, leia algo que lhe interessa e o que também não lhe interessa, mas leia até o final, dê créditos em quem você confia, duvide de quem você desconfie e acima de tudo não leve adiante aquilo que você não tem certeza. Qualquer outra atitude é leviandade, irresponsabilidade e um milhão de outras coisas que a gente vê todos os dias na tal internet.
Por Bruno Ferreira

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