Meus amigos, dia 05 de junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, entretanto, é notório que o planeta vai mal, resultado das ações antrópicas sobre os mais diferentes ecossistemas, gerando uma crise socioambiental com consequências negativas. A lista é imensa e parece o apocalipse, e não está longe disso mesmo não.
E aí talvez você se questione… há vitórias? Há avanços? Há esperança?
Há exemplos positivos sim, existem ONGs com trabalhos sociais e ambientais relevantes, projetos governamentais que estão dando certo, pessoas realmente preocupadas, empresas com responsabilidade ambiental, pesquisadores empenhados na conservação da biodiversidade, novas tecnologias menos agressivas e por aí vai, mas ainda é pouco frente a devastação atual.
Mas e o Brasil? E Barroso?
Brasil, desculpem mas preciso relatar que ainda estamos perdendo florestas pelo desmatamento. A poucos projetos sociais e a um corte de investimentos assombroso, o novo código florestal aprovado a cinco anos é um retrocesso, a educação ambiental como tema transversal no ensino fundamental e médio ainda não é realidade, os políticos na causa são raros, e a legislação do licenciamento ambiental foi simplesmente detonada pelo atual Governo e pela maior parte dos Deputados federais e senhores senadores.
Já Barroso, ressalto os aspectos positivos como a associação dos catadores de reciclados, as pesquisas da Mata do Baú, as espécies novas para a Ciência catalogadas aqui, o trabalho de arborização urbana do meu amigo Geraldo (G2), o “Barroso EM DIA” como veículo de divulgação, e o crescente número de pessoas engajadas na luta.
Contudo, o rio das mortes ainda morre, não temos uma unidade de Conservação, os investimentos das empresas são irrisórios ou apenas os obrigados por força de lei, ausência de tratamento de esgoto, e ações de educação ambiental são pontuais, não há esforço algum para estruturar a agenda 21 do município, e há mais derrotas que ganhos.
Há esperança? Sim, eu acho que sim, e depende de cada um de nós, de cada ação nossa diária, de saber eleger gente compromissada, de cobrar as empresas, de articular as ações, de levar o debate para as igrejas, as quais na sua maioria são alienadas ao problema, de fortalecer as poucas ações positivas.
por Marcos Magalhães
