Com o tempo de 31 minutos, cravados, Reginaldo José da Silva, 33, corredor do Cruzeiro, volta a vencer a Corrida Rústica de Sant´Ana em Barroso. O atleta havia vencido ano passado com o tempo de 29 minutos e 50 segundos. Em março deste ano, Reginaldo, que disputou pela segunda vez em Barroso, correu a Meia Maratona de Portugal, na Europa.
Reginaldo saiu na frente e liderou toda a corrida seguido do seu irmão, segundo colocado, Rinaldo Daniel da Silva, de São João del-Rei. Em terceiro lugar, Luciano da Silva Lopes, de Barbacena, em quarto, Jackson Domingos, de Tiradentes, e em quinto lugar, de Dores de Campos, Alan Charles Pereira.
Já no Feminino, a vencedora é de Barbacena, Maria de Fátima Nascimento, com o tempo de 45 minutos e 40 segundos. A segunda colocada é barrosense, mas mora há três anos em Vila Velha, Espírito Santo, Lílian Moreira. Em terceiro aparece Rafaela Trindade Silveira, de São João del-Rei e a quarta colocação ficou com Dercilene Terezinha, a melhor colocação de Barroso na Corrida. Em quinto Marlene Fonseca de Barbacena.
Ao todo, 88 atletas, de Barroso e região, disputaram os 10km, na manhã desse domingo (20). Apenas um atleta não completou o percurso que teve o tempo máximo de 1 hora 13 minutos e 36 segundos. Veja as fotos e as histórias de alguns corredores.
SEQUÊNCIA DA CHEGADA DO MASCULINO
SEQUÊNCIA DA CHEGADA DO FEMININO
No pódio feminino, destaque para a professora universitária Lílian, que correu pela primeira a Corrida de Sant´Ana. “Sempre tive vontade de correr, mas nunca coincidia com a minha vinda à cidade. Dessa vez, deu certo. Tive o prazer de correr na minha terra e confesso que no kilômetro oito, subida do Alonso, senti um pouco, aliás é o ponto mais puxado”, declara a barrosense que mora no Espírito Santo e disputa corridas por boa parte do Brasil e está se preparando para a Meia Maratona do Rio de Janeiro e para a Maratona de Salvador, 42 km de corrida.

FOTOS GERAIS
UM DOS MAIS TRADICIONAIS CORREDORES
Um dos mais tradicionais corredores de Sant’Ana é o que está em destaque acima: Luiz Carlos Scari, 54, que inclusive venceu a disputa na categoria mirim em 1975. O barbacenense é tio do primeiro vencedor da Corrida de Sant ´Ana, o saudoso Júlio César, que venceu a primeira edição em 1974. Júlio é considerado por muitos um dos maiores vencedores da Corrida.
CORRENDO, AOS 72 ANOS DE IDADE
A tradicional Corrida de Sant´Ana chega a emocionar. Histórias como a do senhor João Aldair Maia, de 72 anos, de Carandaí, que veio a Barroso pela segunda vez. “Já corri a Volta da Pampulha e tenho um prazer enorme de continuar correndo. Se Deus me de forças, pretendo voltar aqui mais alguns anos”, brinca João que fez o tempo de 1 hora 13 minutos e 36 segundos e trouxe a família para lhe prestigiar. (foto abaixo)
Lauro Rodrigues Raymundo, que também tem 72 anos, ao lado de João um dos corredores mais experientes, também se orgulha de participar da Corrida de Sant´Ana e ressalta que os jovens é que lhe dão força. “Esses meninos me dão força para correr. Eles são inspiração e quero ir até os 80 correndo”, diz o corredor que ainda deu uma sambadinha quando ultrapassou a linha de chega com o tempo de 1 hora 13 minutos e 36 segundos. Detalhe: ele havia corrido na noite de sábado (19) a Corrida da Fogueira, em Juiz de Fora.
Também destaque entre os barrosenses, mas sem calçar os tênis, o empresário José Alcino, o Cici da Areia, que venceu a Corrida em 1994, falou à reportagem sobre a tradição da Corrida de Sant´Ana. “Me emociono toda vez. Isso porque vejo aqui pessoas com quem tive o prazer de correr. Essa Corrida já esteve entre as principais do Brasil e continua tradicional. João da Mata, vencedor da São Silvestre, esteve aqui e ficou em segundo lugar. Ele foi derrotado pelo Geraldo de Assis da EletroPaulo e isso fez com que a corrida entrasse mesmo para o cenário nacional. Fico feliz de ver esse trabalho do Celso Bike. Parabéns”, diz.
Essa foi a edição de número 31 da Corrida de Sant´Ana e além de troféus, foi pago uma premiação em dinheiro. Segundo informações extra-oficiais, a Corrida começou em 1974, mas em alguns anos não houve a sua realização.
Fotos de Rogério Henrique e Bruno Ferreira.
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