Já faz parte do nosso dia a dia ouvir pessoas dizerem que detestam políticas, que a política é suja, que a política é para os políticos, que políticos são todos da mesma “laia” ou “farinha do mesmo saco”. Mas, uma coisa é certa: o nosso cotidiano é decidido por ações políticas. Quando dizemos “detesto política” estamos falando da política partidária mal feita, e é justamente ela que acaba decidindo os rumos da sociedade.
Este sentimento de desilusão do cidadão demonstra exatamente aquilo que os maus políticos desejam que ele faça, isto é, que fique cada vez mais distante deste assunto, que não se meta na política. Assim eles ganham mais espaços para a execução das manobras essenciais para o seu interesse pessoal. Logo, o cidadão precisa entender e aprender a gostar da política participando dos debates, defendendo propostas econômicas, sociais e políticas da comunidade, e conhecendo os seus direitos – “O cidadão que não conhece os seus direitos, não tem o direito de lutar por eles”.
A decepção com a política não pode limitar a participação dos cidadãos, dos que participam e defendem o interesse público e o bem comum. A nossa participação efetiva pode reduzir e muito, não só a corrupção, como a ineficiência nos poderes. Uma busca maior de informação com certeza já é uma forma de participar da vida política.
Ainda bem que, enquanto uns dizem não gostar nada de política, também há muitos outros, sobretudo jovens que entendem que o bem estar dos cidadãos depende da política, ou melhor, das decisões políticas que são tomadas em nosso nome. Uma boa política é capaz de transformar positivamente a realidade, melhorando a qualidade de vida da sociedade. Portanto, vale lembrar: “aquele que não gosta de política é governado por quem gosta”.
Por Luizinho Moreira

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