A organização barrosense Instituto ABC foi tema de uma reportagem exibida na manhã deste sábado (22) no programa ‘Como Será?’, da Rede Globo. Nela, o criador do projeto, Luciano Nogueira, mostra como a alfabetização pode ajudar a mudar a vida das pessoas.
O Como Será? é um programa jornalístico semanal, produzido e exibido pela Rede Globo, que vai ao ar nas manhãs de sábado das 07h as 09h, atualmente apresentado por Sandra Annenberg.
A semente para o surgimento do Instituto foi plantada em março de 2001, quando Luciano, utilizando apenas um pequeno quadro negro e a vontade de ajudar o próximo, iniciou um projeto de alfabetização de jovens e adultos com apenas três alunos, intitulado Projeto ABC “Alfabetizando pelo Bem da Cidadania”.
Confira a reportagem do programa ‘Como Será?’ e assista ao vídeo clicando aqui:
Instituto ABC alfabetiza jovens e adultos da Zona Rural de Minas Gerais
Ensinar é uma das atividades mais gratificantes da vida. A cidade de Barroso, que fica no interior de Minas Gerais, é um grande exemplo disso. Entre os 20 mil habitantes, há um alto índice de analfabetismo, principalmente entre os moradores da Zona Rural. Mas, um morador resolveu ajudar quem, assim como ele, não teve a chance de estudar na infância.
Desde pequeno, o sonho de Luciano Nogueira era estudar e ter um diploma. Mas, aos 20 anos, quando trabalhava em uma fábrica, havia cursado apenas o Ensino Fundamental. Porém, a vontade de estudar foi mais forte. No final da década de 1990, ele conseguiu concluir o Ensino Médio. Em 2006, ele deu mais um passo e foi aprovado no vestibular para Pedagogia e hoje é pós-graduado em Educação Para Jovens e Adultos. A vontade dele passou, então, a ser compartilhar conhecimento. Por isso, Luciano fundou o Instituto Amigos do Bem Coletivo (ABC).
O ABC, que começou há 14 anos com apenas três alunos, já alfabetizou mais de mil pessoas. Hoje, a ONG conta com voluntários e profissionais contratados, e sobrevive graças a doações. Só no ano passado, 120 adultos passaram pelas salas do projeto. Desses, 65 concluíram o Ensino Médio.
— A gente percebe, ao longo dessa trajetória escolar, que eles realmente se transformam em pessoas melhores, pessoas que passam a acreditar em si próprias. Se a pessoa deixa de acreditar nela, nada acontece — conta Luciano.

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