Há mais de um ano, Valdecir Gonçalves Ribeiro, de 25 anos, morreu vítima de hemorragia interna durante uma ação policial em Barroso. O caso aconteceu em 25 de novembro de 2013.
Segundo o relato de uma testemunha pela internet, o barrosense teria sido agredido por militares com chutes e socos, quando já estava algemado e no chão.
De acordo com a declaração de óbito da necropsia do corpo realizada no Instituto Médico Legal (IML), de São João del Rei, Valdecir sofreu choque hipovolêmico, conhecido também como choque hemorrágico, lacerações de fígado e hematomas de fígado e baço.
Os quatro policiais envolvidos na ação policial foram detidos, no mesmo dia da ocorrência, no 38º Batalhão de São João del Rei. Porém, em janeiro de 2014, o Barroso EM DIA noticiou que os militares já estavam trabalhando normalmente na cidade.
O Barroso EM DIA entrou em contato com a Polícia Militar, através do 38º Batalhão de São João del Rei, que responde pela PM de Barroso, para saber o andamento do caso na justiça e sobre a responsabilidade dos militares na morte do barrosense. Segundo comunicado enviado pelo órgão, o caso ainda está em tramitação na Comarca de Barroso e, já que o Ministério Público ainda não ofereceu denúncia contra os militares envolvidos na ação policial, os mesmos podem trabalhar normalmente, como já está acontecendo.
Leia na íntegra a resposta da Polícia Militar:
Esclareço a essa redação que o fato está tramitando na Comarca de Barroso, sendo que o Ministério Público, até o momento, não ofereceu denúncia em desfavor dos policiais militares em decorrência da atuação policial. Assim, cumprindo todos os ritos processuais de legalidade preconizados pelo Estado Democrático de Direito, não há impedimento legal que embase o afastamento dos policiais militares de suas funções profissionais de Segurança Pública.

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