Foi realizada na manhã dessa quarta-feira (19) a primeira audiência sobre a ação movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que pede a cassação e a inelegibilidade por oito anos do atual prefeito de Barbacena, Luís Álvaro, e a vice-prefeita, Ângela Kilson, ambos do Partido Socialista Brasileiro (PSB). O caso é analisado pelo juiz da 23ª Zona Eleitoral, Joaquim Martins Gamonal.
Eles são acusados pela Promotoria de captação ilícita de votos durante o período eleitoral de 2016. A chapa teria realizado reuniões durante a campanha com servidores e pessoas que ocupavam cargos de confiança para pedir votos com a promessa de mantê-los em seus postos de trabalho caso fossem eleitos.
Nesta sessão, foram ouvidas quatro testemunhas de defesa. O primeiro a responder as perguntas dos advogados de acusação foi o atual consultor geral do município, Rafael Francisco de Oliveira. Ele afirmou ter participado de reuniões ocorridas durante a campanha de Luís Álvaro no ano passado por livre e espontânea vontade e que em nenhum momento teria sido coagido a participar dos encontros em troca de permanecer no cargo.
Em seguida, quem respondeu as perguntas foi a servidora pública Cacilda Araújo Silva, que exerceu cargo de confiança na gestão passada como subsecretária de Programas Sociais e da Secretaria de Educação. Ela também afirmou ter participado das reuniões e negou ter sofrido qualquer tipo de pressão para ir aos encontros ou até mesmo para adesivar o próprio carro nas eleições. Disse ainda que recebia os convites para os encontros através de rede sociais.
A defesa nega que durante as reuniões de campanha tenha ocorrido qualquer tipo de pressão com os participantes e que as acusações para manutenção dos cargos ou a geração de empregos na Prefeitura nunca aconteceu.
A acusação liberou as testemunhas, alegando que as gravações e a transcrição dos vídeos e áudios que já constam no processo são suficientes para comprovar as irregularidades.
