Os barracões das escolas de samba de São João del Rei já se preparam para colocar as agremiações do carnaval 2017 na avenida. Com a intensificação das atividades, as escolas vão recrutar costureiras, artesãos, ferreiros e mestre de baterias para trabalhar temporariamente na confecção de fantasias e nos acabamentos de carros alegóricos. Muitas escolas contam com a ajuda de voluntários.
Segundo o presidente da G.R.E.S Irmão Metralha, Thiago Bracarense, o valor total das contratações resulta em 60% do dinheiro que cada agremiação recebe da prefeitura. “Nós temos gastos com costureira, mestre de bateria, serralheiro, soldador, alguns aluguéis também, porque a escola não tem nenhum imóvel para poder fazer as fantasias e os gastos do dia a dia”, explicou.
Com alegorias, que geralmente vêm do Rio ou de São Paulo, a escola gasta mais de R$ 20 mil em dinheiro. “Todo mundo trabalhando o dia inteiro, começa cedo e para uma hora manhã e são os amigos verdadeiros que estão aqui todo o ano com a gente”, disse a voluntária Márcia Lima.
Para a costureira Nádia Oliveira, esta época é melhor para conseguir uma renda extra. “Financeiramente é uma ajudinha com essas taxas que vêm no princípio de ano, IPVA e IPTU , então ajuda muito”.
O serralheiro Rômulo Rominho ressalta que os próximos dias vão ser de trabalho dobrado e noites viradas. Este ano, ele está por conta de duas escolas. “Diminuo o fluxo da minha oficina para estar trabalhando dentro dos barracões e estar atendendo serviços de serralheria para as escolas de samba”.

Cada agremiação recebeu R$ 35 mil para fazer o desfile. O carnavalesco Rodrigo Pomarola destaca que a economia vai ser o principal destaque das alas. “A escola tinha 40 alas, tivemos que dar uma reduzida porque a verba deste ano foi menos, não sei se vai aumentar um pouco, mas estamos trabalhando de acordo com o que foi oferecido”, disse.
O barracão da Vem-me-ver foi improvisado no salão paroquial da igreja da comunidade, assim eles estão economizando no aluguel. No local foi montada uma força tarefa para gastar menos, todos são voluntários.
“Chega essa época, a gente abandona casa para dar força no barração e ajudar na confecção das fantasias”, comentou o voluntário Luiz Fernando Neves.
Informações G1
