A paralisação dos caminhoneiros entra nesta segunda-feira (28) no oitavo dia. A categoria ainda mantém parados os caminhões em todo o país, o que causa o desabastecimento de produtos e combustível nas cidades.
Polícias estaduais, Polícia Federal e tropas do Exército negociam a saída dos manifestantes das estradas e fazem escoltas para liberar a saída de caminhões-tanque de refinarias.
Em Barroso, segundo líderes a paralisação também continua e o trevo da cidade, BR 265, continua da mesma forma que estava nos últimos dias, ou seja, todos caminhões parados e a pista desbloqueada para carros de passeio, ônibus, ambulâncias e motocicletas.
Alguns motoristas da cidade falam em redução do ICMS do Governo do Estado de Minas Gerais para que o acordo seja fechado. “Temos que focar agora em ir atrás do Pimentel. Ele tem que tirar estes 16% de impostos do nosso Estado. Se ele tirar acaba a greve, se ele não tirar a greve continua”, diz um áudio de um dos líderes da região da Zona da Mata.
TEMER
O governo federal cedeu mais uma vez aos caminhoneiros e anunciou um pacote de medidas que atende à maioria dos pontos reclamados pelos motoristas.
Com as medidas, o preço do litro do diesel cairá R$ 0,46 na refinaria – valor próximo do pedido que citava valores entre R$ 0,40 e R$ 0,60.
Além disso, o desconto aplicado inicialmente será mantido por 60 dias, o dobro do prazo inicialmente prometido. Após esse período de 60 dias, os reajustes passarão a ser mensais.
“Essa redução corresponde aos valores do PIS/Cofins e da Cide somados. Para somar esses 46 centavos, o governo está assumindo sacrifícios no Orçamento”, disse o presidente Temer em pronunciamento no Palácio do Planalto.
Além do custo de redução dos impostos, o governo também arcará com eventuais prejuízos da Petrobras. “Obviamente, vamos honrar sem nenhum prejuízo para a Petrobras. A Petrobras recuperou-se nos últimos dois anos e não é possível criar dificuldade operacional ou de recursos”, disse Temer.
As seis medidas anunciadas
1. O preço do diesel, redução de R$ 0,46 por litro. Corresponde aos valores do PIS/Cofins e da Cide, somados. Segundo Temer, o governo irá cortar do orçamento, sem prejuízo para a Petrobrás;
2. O governo recua e vai garantir o congelamento por 60 dias. Depois disso, o reajuste será mensal, de 30 em 30 dias;
3. Será editada uma Medida Provisória para a isenção de eixo suspenso em praças de pedágios, tanto em rodovias federais, como nacionais;
4. Medida estabelecendo a tabela mínima de frete, conforme prevista no PL 121, em análise no Congresso;
5. Não haverá reoneração de folha de pagamento no setor de transporte de carga;
6. Governo também vai reservar 30% do transporte da carga da Conab para motoristas autônomos.