Neste mês de julho, comemoramos a festa mais tradicional de nossa cidade: A Festa de Sant’Ana.
Não é novidade para ninguém que muitos conterrâneos que não mais residem em “nossa Barroso” fazem questão de estarem presentes na época dos festejos religiosos para, além de aproveitarem a festa em si, encontrar seus parentes e amigos. Por isso, é tempo, também, de comemorar o “Barrosense Ausente”, que apesar de não mais residirem em nossa cidade, levam-na no coração. Até pouco tempo atrás, havia um tradicional “Baile do Barrosense Ausente”, realizado no Clube Recreativo Barrosense e, também, no CECLANS. Lembro-me de um grande “baile” no CRB com a participação da Banda Prisma, em uma segunda feira, véspera do feriado de Sant’Ana, estando o local lotado de Barrosenses presentes e ausentes. No final da festa, a Banda de Música “buscava” os participantes na porta do CRB para uma animada alvorada. Gostaria muito que, no futuro, voltasse este festejo tão divertido…
O dia da padroeira Sant’Ana é, sem dúvida, o dia da cidade de Barroso. Mais do que a data da emancipação, o dia 26 de julho representa o ponto alto do orgulho de sermos barrosenses. O lindo Hino de Sant’Ana, cuja letra foi composta pelo saudoso Paulo Terra, nos remete à formosura de nossa cidade, sempre protegido pelo “manto da mãe de Maria”.
A festa religiosa tem se tornado maior a cada ano. Agora com missas e novena durante à tarde e à noite, proporciona uma participação ainda maior dos católicos. A participação de padres nascidos nesta terra a cada dia do novenário dá ainda mais alegria a todos nós barrosenses. É sempre um prazer termos barrosenses de “volta à sua terra”.
Contudo, a parte social da festa, nos últimos anos, tem tido menor participação popular, o que é inegável. As tradicionais “barraquinhas”, com o Bingo, Coelhinho e Pescaria, já não atraem tanta gente quanto antes. Principalmente, o leilão de prendas, cada ano que passa, está mais vazio. E qual seria o motivo para isso?
Somos da opinião que a Festa de Sant’Ana é mais do que uma festa religiosa. É a festa da cidade de Barroso; a mais tradicional. Tanto é assim que faz parte do calendário oficial do Festival de Inverno de nossa cidade. A parte social da festa precisa crescer. Essa é a realidade. Será que não seria o caso de se fazer como nas tradicionais festas da Santíssimas Trindade, em Tiradentes e São José, em Barbacena, permitindo-se vendas de terceiros?
Não somo donos da verdade, mas algo precisa ser feito na parte social de nossas festas religiosas, que, sem dúvida, estão cada ano perdendo participantes. É apenas uma opinião, mas que poderia ser uma melhoria para a festa de nossa padroeira. Tenho certeza que a diversificação de atividades contribuiria e muito com a participação popular. Quem sabe poderíamos começar com os artesãos locais? Poderiam colocar suas “barraquinhas” durante o festejo religioso, assim como acontece na Exposição Agropecuária.
Tenho certeza que atrairia muito mais pessoas, contribuindo, assim com as barracas da igreja. Fica posto o desafio para que os responsáveis pela festa possam pensar em mudanças nos próximos anos.
Que todos nós, barrosenses presentes e ausentes, possamos fazer da Festa de Sant’Ana um ponto alto na fé daqueles que acreditam, e, ainda, um prazeroso momento de descontração a todos os participantes.
Eu estarei lá, com certeza…
por Gian Brandão