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As eleições majoritárias se avizinham. Apresentam-se para o pleito de Presidente da República quase uma dezena de candidatos. Políticos já calejados, como Caiado, Romeu Zema e Aldo Rebelo. Além deles, vemos outros menos proeminentes na política, como Augusto Cury, grande escritor brasileiro e o já conhecido Cabo Daciolo, dentre outros.
Mas, ao que parece, as eleições ficarão polarizadas mesmo nos candidatos Lula e Flávio Bolsonaro. A bipolarização existente no Brasil nos dias atuais, com a divisão clara entre direita e esquerda, vai se repetir novamente nas próximas eleições. E as pesquisas têm mostrado que há empate técnico entre os candidatos, o que demonstra que, de fato, o país está dividido.
Porém, o que mais nos chama a atenção é a rejeição dos dois candidatos. Lula, político há mais de cinquenta anos, tem uma rejeição que se aproxima de 45% (fonte: Meio/Ideia), o que demonstra que quase metade da população não votaria nele em hipótese alguma. Já Flávio Bolsonaro, político ainda jovem, tem rejeição um pouco menor, perto de 38% (fonte: Meio/Ideia), mas que também se mostra bastante alta.
De fato, tais pesquisas de rejeição mostram uma dicotomia exagerada na política atual. Ou se é a favor de algo, ou se é contra. Não há meio termo. Não há discussão para que se chegar a um melhor ponto. Se apoio determinado lado político, tudo que ele defende é certo; e o que defende o outro é errado. Mas a política não é a arte do diálogo? Voltaire, certa vez, disse que: “Posso ser contrário a tudo que tu dizes, mas lutarei até a morte pelo seu direito de dizer”. Será que a discussão não seria a mais salutar?
Infelizmente, o debate político parece que está relegado ao segundo plano, valendo-se mais a posição política do que a efetiva busca pelo melhor para a sociedade. Isso é preocupante.
Tomara que tal cenário se modifique e que a apresentação de propostas pelos candidatos, todos eles, sejam mais importantes aos eleitores do que a posição política por si só, pois, a fé cega no homem, não é o melhor caminho, até porque “tolos discutem homens; sábios discutem ideias”. Façamos do período eleitoral um momento para discussão de ideias e escolhamos as melhores.
por Gian Brandão

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