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ELOIZA FERNANDA

O assassinato da jovem Eloíza Fernanda da Silva, de 21 anos, moradora do Bedeschi, completou oito meses no último dia 22 de agosto. O crime, que chocou toda a cidade de Barroso, aconteceu em dezembro de 2012. Na ocasião, o corpo de Eloíza foi encontrado jogado num matagal na Rua da Cadeinha com indícios de estrangulamento por uma corda. Cerca de 250 dias depois, os exames feitos pelo Instituto Médico Legal (IML), de Belo Horizonte, com o material recolhido no corpo da vítima, foram entregues à Polícia Civil de Barroso. Além da demora do laudo, o mais impressionante é que não foram encontrados indícios que possam apontar o assassino. 

Segundo o Delegado Alexsander Soares Diniz, em entrevista para o blog Girando com a notícia, de fato, não foram encontrados materiais que possam identificar o assassino da jovem.  “Infelizmente, no material coletado, não havia nenhum vestígio do autor do crime, ou seja, não tem ainda elementos, baseados nesses exames, da autoria do delito”, afirma ao blog Alexsander que disse ainda ter uma linha de investigação. “A gente tem que persistir nisso, independentemente de ter resultado negativo ou não do material coletado da vítima. De qualquer forma, peço aos familiares que não percam a esperança. Nós estamos persistindo nas investigações e toda informação que a família tiver pode trazer para nós. Todas as informações serão bem vindas”, finaliza.

 

PALAVRAS DA MÃE

Porém, a paciência da mãe, senhora Neide Maria Rodrigues Silva, parece estar acabando. Em nova entrevista para o jornal, na última quarta-feira (28), a senhora que hoje cuida da filha de Eloíza, de quatro anos, disse não saber o que de fato está acontecendo com o caso da morte da sua filha. “Parece que estão nos fazendo de bobo. Vou à delegacia e sempre falam as mesmas coisas: que não tem novidade e que está em uma linha de investigação. Absurdo. Se fosse filha de um rico da cidade, já teriam descoberto quem fez isso. Quero saber quem matou minha fi-lha daquela forma. Aliás, só eu não, toda a sociedade barrosense. Este assassino pode estar por aí, vagando, procurando uma próxima vítima”, desabafa a mãe que até hoje não sabia do resultado do laudo. 

“Quer mais absurdo e descaso que este. Até hoje não sei e nem vi o laudo sobre a morte da minha filha. Ninguém sequer me procurou para me dar informação ou esclarecimento. Fariam isso com uma pessoa rica da cidade? Preciso de ajuda, não aguento mais, choro todos os dias. As autoridades barrosenses poderiam me ajudar de alguma forma. Não tenho como pagar advogado, sou pobre, preciso da ajuda das pessoas”, diz. Segundo Neide, o marido está doente e é ela quem tem que ficar procurando informações e ajudando sua família. “As pessoas me param na rua e me perguntam sobre a morte da minha filha. Isso acontece todos os dias. Eu já não sei mais o que falar. A polícia não me dá nenhuma satisfação. Sobre o laudo, umas pessoas me contaram que viram no barrosoemdia. Já estou cansada deste descaso”, ressalta. 

 

PRINCIPAL SUSPEITO

Questionada sobre o resultado do laudo e a falta de indícios que apontem o suspeito de estupro, o barrosense Bruno Henrique, como autor do crime, a mãe fala abertamente. “Como não existe nada neste laudo? Que coisa mais estranha. Quer dizer que foi um crime perfeito? Não encontraram nada na cena do crime e nem no corpo da minha filha? Isso é no mínimo muito estranho”, declara Neide que ainda acredita que o assassino da sua filha possa ser Bruno, preso em janeiro em São João del Rei, acusado de estuprar ao todo sete mulheres da região. “Não sei até hoje se conseguiram falar com o Bruno lá no Mambengo (presídio de SJDR). Os policiais daqui não me informam direito. Inclusive, já até pedi para me levarem lá para eu ver e falar com ele, mas eles dizem que não é permitido”, explica. 

 

POLÍCIA CIVIL

A reportagem entrou em contato com o Delegado Alexsander Soares, com o intuito de esclarecer algumas dúvidas à população, mas o mesmo não havia respondido aos questionamentos do jornal até o fechamento desta edição (29/08). 

Em contato telefônico, ele ainda disse que só poderia responder à reportagem no fim de semana, pois estava com muito trabalho para resolver na delegacia barrosenses. 

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