Compartilhe:

As novas vagas para o sistema carcerário de Minas Gerais, anunciadas pelo Ministério Público (MPMG) no último dia 5, não serão suficientes para resolução da superlotação nas penitenciárias do Estado, afirma a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da OAB de Juiz de Fora, Michelle Leal. Segundo o Termo de Autocomposição, assinado pelo MPMG, o Tribunal de Contas de Minas Gerais e o Governo do Estado, serão distribuídas 22.032 novas vagas pelas penitenciárias de Minas.

Novos prédios em estabelecimentos já existentes devem ser edificados, assim como a inauguração de outras unidades administrativas. Apesar disso, Michelle Leal aponta para um déficit de 19.834 vagas, com base em dados do Relatório de informações Penais (Relipen) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. “Logo, a medida somente deixa no zero a zero”, afirma.

25 unidades contempladas 

Atualmente, o sistema prisional de Minas abriga um total de 63.257 pessoas privadas de liberdade. As novas vagas serão distribuídas em 25 unidades prisionais de 864 vagas cada e uma unidade prisional de 432 vagas. O termo prevê a construção de três complexos prisionais somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, bem como a reforma integral do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem. Além disso, serão construídas mais de 20 unidades prisionais em diferentes regiões integradas de segurança pública (RISPs)

Informações Tribuna de Minas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *