É preciso mais atendimento humanizado à saúde

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Iniciamos este texto parabenizando os funcionários do Hospital Macedo Couto. Mesmo diante das adversidades, funcionários antigos e novatos se desdobram para atender à população barrosense e região. Detalhe: região. Aliás, a instituição, se comparada a tantas outras no país, tem um hospital “cinco estrelas”.

Porém, depois de inúmeras reclamações e uma revolta gigantesca por grande parte da sociedade, temos que abordar um assunto que há muito tempo já deveria ter sido pautado aqui no Barroso EM DIA. Estamos falando do atendimento médico realizado por um determinado profissional que faz parte daquele corpo clínico. Há um bom tempo a população reclama, e com razão, do jovem médico que sequer olha nos olhos do paciente. Não vamos nem citar a questão de examinar com as mãos porque seria pedir muito, mas sequer olhar nos olhos do paciente é inadmissível. A que ponto o descaso chegou! Que tipo de profissionais estão sendo formados? Estamos à beira do caos.

Não por acaso, o Brasil é um dos países que mais forma médicos em todo o mundo. Ou seja, forma-os ao deus-dará. E por causa deste elevado número, o reflexo está aqui na ponta da lança, nos pequenos hospitais, das pequenas cidades do interior.

É lógico que ambulatório médico, principalmente de hospital, de fato não é local de passeio. Emergência e urgência é para quem realmente precisa de atendimento, mas a questão é: por mais leigo que um paciente com o quadro de dor e inflamação na garganta, febre, congestão e secreção nasal e dificuldade respiratória seja, ele sabe que o profissional da saúde deve examinar, e isso inclui o ato de olhar, sua garganta e ouvidos, escutar sua respiração e pedir um exame complementar, por exemplo, uma radiografia.

Contudo, esse tipo de atendimento básico tem sido considerado utopia em Barroso. Pedimos aos responsáveis pelo hospital, onde existem pessoas do bem, que olhem com carinho para essa situação e que interpele pelo povo de Barroso que não merece ter um profissional tão incompetente e inconsequente no seu corpo clínico.

por Bruno Ferreira

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