Nos momentos de crise, a economia deve começar de cima para baixo, dos maiores para os menores.
Por serem os mais caros, a diminuição dos gastos deveria começar pelos três poderes: Executivo, Legislativo e no Judiciário. Ou seja: pelo governo federal, deputados, senadores e pela justiça.
Segundo a ONG Contas Abertas os gastos nos três poderes são estarrecedores, devido aos excessivos valores gastos com regalias, pagos pelo brasileiro para uma minoria. Os valores indicam que o Governo brasileiro gasta mais do que a Coroa Britânica.
Segundo o Ministério do Planejamento, em 2016, o governo gastou R$17 bilhões com os diversos auxílios concedidos aos servidores públicos no Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União e da Defensoria da União.
A Câmara dos Deputados e o Senado Federal são os mais caros do mundo, afirma a ONG. No Senado, cada um dos 81 senadores custa mais de R$ 33 milhões/ano e cada um dos 513 deputados federais, R$7milhões/ano.
No poder judiciário não é diferente. O relatório divulgado pelo Conselho Nacional da Justiça mostra que, em 2016, o Poder Judiciário custou para os brasileiros R$84 bilhões.
Só com cafezinho e serviços de copeiras, nos órgãos públicos, chegam a, pelo menos, R$55 milhões/ano. O valor daria para construir 700 casas populares.
Sem condições de manter esses gastos e sem coragem para combater as regalias que consomem a maior parte dos impostos, o governo prefere tirar do mais fraco: do trabalhador brasileiro.
Estes são apenas alguns dados, sem levar em conta as isenções concedidas aos mega empresários. Além, é claro, da corrupção que continua assolando o país.
Para compensar a diminuição dos impostos dos combustíveis, o governo justifica a necessidade de compensar a perda aumentando ou criando outros impostos e, ao mesmo tempo, o corte de gastos nos programas sociais, essenciais para os mais carentes.
Portanto, podemos preparar o nosso bolso. Enquanto não economizarem na carne, no filé mignon, continuaremos sendo torturados pelos governos. Por isso, jamais terão o respeito e o apoio popular.
por Luizinho Moreira.