A greve dos caminhoneiros, que continua mesmo depois de um acordo onde os governantes pediram uma trégua, começa a surtir efeitos na área da saúde no município barrosense.
Segundo a administradora do Hospital Macedo Couto, em Barroso, Ana Maria, o Hospital já está enfrentando problemas decorrentes da greve.
De acordo com Ana, alguns medicamentos já acabaram e outros estão com o estoque bem abaixo. “Tem também o problema com relação aos plantonistas, que são de fora e precisam de combustível para poderem vir para Barroso”, relata Ana que contou que nessa quinta-feira (24), a plantonista teve que fazer 24 horas seguidas, pois o médico da noite não conseguiu chegar.
Ela também chama atenção para as possíveis transferências, o atraso na manutenção dos equipamentos e a possibilidade de algum estragar e não ter como consertar.
Outro fator que preocupa são os caminhões de oxigênio, que segundo Ana não estão passando nas paralisações. “Mas Graças a Deus nós temos reserva para uns 20 dias ainda”, diz.
Falta de abastecimento de gás utilizado na cozinha e na lavanderia são outros problemas enfrentados pelo Hospital que também pode ter que cancelar cirurgias eletivas, visando economia de medicações para as urgências.