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O Km 81 da BR-040, na Serra de Petrópolis (RJ), está com o fluxo liberado pela faixa da direita para a passagem de veículos desde o último domingo (29), após cinco meses fechado por conta da abertura de uma cratera de 70 metros de profundidade e 30 de diâmetro causada por uma erosão na pista.

A liberação ocorre após a avaliação por parte da Defesa Civil de Petrópolis de laudos de estudos técnicos feitos pela concessionária que administra o trecho Rio-Juiz de Fora, a Concer. A mudança no trânsito será implantada no meio do feriado prolongado do Dia do Trabalhador, comemorado nesta terça-feira (1º) quando, segundo a própria concessionária, 208 mil veículos devem passar pela rodovia.

Segundo a Concer, poderão transitar pela pista sentido RJ carros, ônibus, caminhões e carretas, à exceção de veículos de carga com dimensões especiais. A pista do sentido Juiz de Fora, que opera desde novembro em regime de mão dupla, permanecerá com apenas uma faixa aberta ao tráfego.

O retorno do km 81 (saída 80-A, logo após o Túnel Quitandinha) permanecerá interditado. Já o retorno existente no bairro Duarte Silveira, km 79, será reaberto ao trânsito.

A decisão da Defesa Civil pela interdição se baseava no risco de novos desmoronamentos e depois da reabertura parcial da via, a concessionária terá que apresentar estudos sobre o impacto na região. Segundo a Concer, o novo laudo será entregue no prazo de sete dias.

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“A Secretaria de Defesa Civil e Ações Voluntárias exige que a Concer apresente estudos da região após a permissão da passagem de veículos. Os relatórios terão que ser entregues também ao MPF e a ANTT”, disse a Prefeitura de Petrópolis. O objetivo é fazer o monitoramento das condições de segurança e de estabilidade da pista.

A faixa da esquerda permanece interditada. Às margens desse lado da rodovia estão 55 residências e a Escola Municipal Leonardo Boff. A unidade foi interditada e os 72 alunos chegaram a ficar sem aulas. Eles foram transferidos para um imóvel na Rua Duarte da Silveira, no bairro Bingen. Famílias ficaram desalojadas. Em 29 de novembro, 40 famílias da Comunidade do Zizinho, que fica a 300 m do afundamento, voltaram para casa.

Em novembro de 2017, quando a cratera engoliu parte da localidade, a pista de subida da Serra chegou a ficar em sistema de pare e siga por seis horas. Depois disso, foram implantados desvios com passagem dos carros pelo bairro Duarte da Silveira. Os veículos de carga de grande porte passaram a usar a BR-393, com acesso por Três Rios.

Informações G1

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