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Depois de adquirir, em dezembro de 2017, a licença prévia para a realização do coprocessamento em Barroso, a LagargeHolcim deu andamento no seu plano de comunicação para a realização da queima de resíduos, que deve ter início ainda em 2018.

O comando da Fábrica realizou reuniões na manhã desta terça-feira (27) para anunciar que a Unidade Barroso voltará a usar o coprocessamento como fonte de energia para produção de cimento. A tecnologia é considerada pela empresa como uma alternativa sustentável e ambientalmente correta para destinação de resíduos industriais e urbanos.

Foram três reuniões; Legislativo, Executivo e Imprensa.

De acordo o Gerente, os documentos já foram enviados para Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) para obtenção da Licença Ambiental necessária para realizar as atividades e os trabalhos continuam nas dependências da Fábrica. A Unidade mais antiga, que atualmente não está em produção, já tem a licença para o coprocessamento, mas esta atividade está suspensa desde setembro de 2014.

“Vale ressaltar e reforçar que o coprocessamento não é uma coisa nova, já existiu aqui e a intenção é voltarmos a realizar, até porque, somos a única unidade da LH que não realiza o coprocessamento”, diz Juliano Menezes, Gerente da Unidade Barroso.  

Alguns questionamentos foram levantados pela reportagem do Barroso EM DIA na coletiva de imprensa. Entre eles, vale destacar as leis municipais que hoje existem na cidade, uma possível parceria com Dores de Campos para a queima de resto de couros, alteração no valor final do cimento e aumento da mão de obra para a realização do coprocessamento.

POSICIONAMENTO 

No que diz respeito as leis; Lei Municipal 2.558, de autoria do ex-vereador Fernando Terra, sobre o aumento da alíquota do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) de 4% para 5%, Lei 2.574, de autoria do vereador Eduardo Pinto (PV), determina que a empresa que use o coprocessamento faça ampla divulgação de dados como materiais usados, emissões, licenças ambientais e até o valor recebido pela empresa para realizar o coprocessamento e Lei 2.589, também de autoria do vereador Fernando Terra, que criou a Taxa Municipal de Fiscalização Ambiental da Atividade de Coprocessamento. Segundo a empresa, todas as lei serão cumpridas integralmente e alguns pontos serão debatidos com o Executivo.

A queima dos produtos restos de Dores já estão sendo conversados entre as empresas, mas a prioridade são materiais da cidade. Lixo hospitalar não é permitido coprocessar.

Não haverá mudança/aumento no quadro de funcionários de imediato devido ao coprocessamento e também não haverá alteração no valor final do produto, ou seja, o cimento.

Por fim, o Barroso EM DIA também questionou sobre os riscos para os trabalhadores com o início do coprocessamento. Segundo empresa existem números que comprovam que não há riscos para os funcionários nem moradores de Barroso com as atividades que serão reimplantadas.

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