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Diminui o alerta vermelho contra a Dengue em São João del-Rei. Isso porque o total de diagnósticos para a doença despencou 30 vezes no primeiro semestre de 2017 em comparação aos seis meses iniciais do ano passado.

Em junho de 2016, o jornal Gazeta noticiou que a cidade já somava 430 casos confirmados da patologia. Hoje, segundo dados do Setor Municipal de Endemias, há apenas 14 pacientes diagnosticados com Dengue, transmitida pelo Aedes aegypti. O mesmo mosquito é vetor de doenças como a Chikungunya, que infectou sete pessoas em São João no período entre janeiro e junho do ano passado.

Atualmente não há registros do problema na cidade.

Transformação
Outra matemática que ajuda a ter uma dimensão do cenário crítico em junho de 2016 envolve as notificações de possíveis casos de Dengue no período. O mesmo Setor de Endemias destacou, no ano passado, que em seis meses o território são-joanense somava 1 mil e 442 pessoas apresentando sintomas da doença e aguardando resultados de exames.

Entre 1º de janeiro e 1º de junho deste ano, no entanto, esse índice caiu para 40 suspeitas. “Há motivos para comemorar, claro. Mas nada que signifique suspender os cuidados. Mesmo com as temperaturas baixas do inverno, é necessário ter atenção em casa. Os mosquitos são menos resistentes a essa estação, sim. Porém, seguem rondando e infectando”, ponderou o coordenador de Endemias no município, José Jardim Júnior.
Exatamente por isso, agentes do setor continuarão com atividades de conscientização, vigília e contenção de focos do vetor em todo o território são-joanense.

LIRAa
Neste semestre foram realizados dois Levantamentos Rápidos do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) em São João. O próximo deve acontecer em outubro. “Até lá, permaneceremos em alerta para chegarmos às estações mais quentes, ideais para a proliferação do Aedes aegypti, com ainda mais preparo para evitá-lo”, diz Júnior.

Nos LIRAa feitos no primeiro semestre, de acordo com o Setor de Endemias, quedas significantes no total de focos em imóveis da cidade já haviam sido percebidas. Em janeiro, São João apresentou índice de 4,7%, o que colocava a cidade como “em risco de surto” na classificação do Ministério da Saúde. Já em março essa porcentagem caiu para 2,7%, o que significa “médio risco” de uma epidemia. “Se todos cooperarmos e seguirmos nesse ritmo, chegaremos ao último trimestre com desempenhos ainda melhores e cada vez mais longe dos riscos trazidos pelo Aedes aegypti”, defende o coordenador de Endemias.

Em tempo, vale lembrar que São João del-Rei encerrou 2016 com 2 mil e 263 notificações e 1 mil e 712 casos confirmados de Dengue, total quase 15 vezes (ou 1500%) superior ao verificado em 2015, que terminou com 112 confirmações.

Epidemia
Os resultados do município ao longo do ano passado foram reflexos diretos de uma crise na Saúde Pública nacional, que encarou o pior surto de Dengue da última década. Somado à escalada de diagnósticos de Zika e Chikungunya, falou-se inclusive em uma “tríplice epidemia de vírus transmitidos pelo Aedes aegypti” no país.

“Houve maior atenção no âmbito nacional e, claro, recebemos aval para novas estratégias da Administração Municipal neste ano. Uma delas a de retirada de veículos abandonados das ruas. Até agora, cerca de 90 saíram das vias públicas numa parceria com o Departamento Municipal de Trânsito”, finaliza Júnior.

O coordenador de Endemias lembra, também, que a cidade conta com o Tele-Dengue, um número para atendimento, solução de dúvidas e denúncias dos moradores: (0**32) 3379-1565.

Informações Gazeta de São João del Rei

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