Minas está em quarto lugar em número de políticos eleitos e nomeados vinculados a crimes econômicos, como corrupção, caixa dois e peculato. O levantamento é da AML Consulting, empresa líder nacional no mercado de soluções e serviços de prevenção à lavagem de dinheiro. O estudo também rastreou o envolvimento de executivos de empresas públicas e autarquias da União.
São 718 mineiros envolvidos nos últimos oito anos em crimes econômicos, o equivalente a 5,6% do total. Minas fica atrás apenas de São Paulo (9,7%), Distrito Federal (6,9%) e Bahia (5,9%).
A AML usou mais de 20 mil fontes de informações monitoradas por robôs de captura, que foram analisadas manualmente por especialistas.
A plataforma Risk Money consolidou 714 mil perfis de pessoas físicas e jurídicas no país associadas a crimes financeiros ou infrações penais que antecedem a lavagem de dinheiro.
Desse total, 281 mil (39%) são políticos ou pessoas ligadas a eles, ocupantes de funções públicas relevantes, como diretores e presidentes de autarquias, e reitores de universidades federais. Desses envolvidos, 29 mil estão ligados a crimes econômicos, como corrupção e peculato (10,3%).
Ainda de acordo com a AML, de 916 pessoas com cargos envolvidas no escândalo de corrupção da “Lava Jato”, 522 (57%) são políticos eleitos diretamente pelo povo, como é o caso do senador mineiro e presidente licenciado do PSDB, Aécio Neves.
“Identificamos mais de 11 mil pessoas físicas e jurídicas que têm ligação com a maior operação que está acontecendo em nosso país, o que mostra que esses crimes ocorrem devido também à contribuição e participação significativa do setor privado”, disse o sócio-fundador da AML Consulting, Alexandre Botelho.
Segundo ele, o cargo de deputado federal é o que tem mais envolvidos com os crimes vinculados à “Lava Jato”, seguido de senador e prefeito.
De um total de 12.608 cargos ocupados por políticos eleitos pelo povo, 9.897 estão envolvidos com crimes econômicos (78,5%), segundo a pesquisa.
Informações Hoje Em Dia
