Os vereadores de Congonhas, na região Central de Minas, agora vão ter direito a um cartão-alimentação no valor de R$ 600 mensais. A proposição, que foi colocada em pauta na última terça-feira em regime de urgência, recebeu o voto favorável de dez dos 13 vereadores da Câmara Municipal. Os moradores, insatisfeitos com a decisão, além de organizarem uma petição pública para revogar o ato, vão realizar um protesto na próxima terça-feira. Os organizadores pretendem colocar 13 cestas básicas no plenário da Casa.
Segundo o projeto, o cartão também será recarregado durante o recesso parlamentar e deve ser utilizado apenas para a compra de produtos alimentícios. Na justificativa da proposição, é dito que o benefício vai substituir os lanches que são servidos pela Casa “durante atividades, facilitando e aprimorando as atividades do Legislativo, seguindo uma tendência dos órgãos públicos”.
Votaram a favor da proposta os seguintes vereadores: Cida Penido (PTB), Galileu (PHS), Eduardo Matosinhos (PSL), Igor Souza Costa (PTB), Lucas Bob (PCdoB), Coruja (PPS), Niltinho Ramalho (PTB), Pastor Evandro (PSC), Patrícia Monteiro (PTB) e Koelinho (PROS). Os vereadores Feliciano Duarte (PSD) e Délcio da Mata (PSDB) não votaram porque não estavam presentes na sessão, e o vereador Dr. Adivar (PSDB), por ser presidente da Casa, também não votou. A votação que aprovou o benefício durou menos de 2 minutos.
Nessa quinta-feira (9) à tarde, o Aparte tentou junto ao Legislativo saber o valor da remuneração dos vereadores. Além de o site da Câmara não informar no Portal da Transparência o valor do salário do parlamentar, a assessoria de imprensa não soube informar a quantia exata, disse que era cerca de R$ 6.000, mas que somente o departamento pessoal (DP) da Casa poderia “informar melhor”. Ao ligar para o setor, uma atendente indicou números de telefone de dois responsáveis. Enquanto um deles não atendeu à reportagem, outro servidor afirmou que era cerca de R$ 7.000, mas que não sabia o valor correto e iria conferir, mas desligou o telefone.
Curiosamente, após o Aparte entrar em contato com a assessoria de imprensa e com o DP no início da tarde dessa quinta-feira (9), nenhum dos dois setores atendeu alguma das 14 ligações realizados pela coluna. Além disso, o gabinete da presidência e a secretaria do Legislativo, que poderiam dar informações sobre o projeto, também não atenderam os telefonemas. Funcionários da Casa e moradores disseram ao Aparte que o valor exato nunca é divulgado e que fica em torno de R$ 6.500.
Em fevereiro, o vereador Délcio da Mata apresentou requerimento pedindo a redução de 50% da remuneração. O parlamentar estava em viagem nessa quinta-feira (9), mas o seu gabinete informou que, no momento, Délcio espera um posicionamento do presidente do Legislativo sobre seu pedido.
Informações O Tempo
