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Depois de dois fortes temporais em um intervalo de 12 horas, nesse domingo (5) em Barbacena, é dia de contabilizar os prejuízos e fazer a limpeza. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de chuva foi de 115 milímetros, considerado elevado.

Sete funcionários da Secretaria de Obras percorreram as ruas recolhendo a terra que foi levada junto com o alagamento e também com as enxurradas. Até as 12h,  elas já tinham enchido quase que uma caçamba inteira de um dos caminhões da Prefeitura.

w7044Quando Ailton Batista de Souza chegou para trabalhar e encontrou muita lama e sujeira na floricultura. “Estava tudo revirado, jogado para cima. Tive que jogar umas flores fora porque não dava para aproveitar nada. Passei a manhã limpando a loja para receber os clientes”, contou.

Oito horas depois, quando a segunda chuva caiu, o comerciante soube que teria mais prejuízo quando começou a receber pelo celular fotos e vídeos da situação da Rua José Nogueira, no Bairro Pontilhão, onde fica a floricultura. “Vizinhos começaram a mandar as imagens, as fotos e eu já fiquei bastante assustado. Não tinha nem como passar de carro. Deixei para vir arrumar hoje, porque ontem não tinha como vir aqui”, lamentou.

 

No restaurante ao lado da floricultura, mais prejuízo. Por conta da chuva da madrugada, Aurélio Alves de Carvalho e Sônia de Souza não conseguiram entregar as marmitas que estavam programadas para o dia. “No sábado pela manhã, a porta não abria por conta da pressão da água. Ela me ligou e só quando a gente chegou aqui deu para ver a situação. Perdemos muita coisa”, lembrou Aurélio.

No sábado, antes de fechar o estabelecimento, eles ainda colocaram uma tampa para proteger a porta. Não foi suficiente. Por volta das 15h30, eles também começaram a receber mensagens dos vizinhos informando que a rua tinha alagado mais uma vez.

w7045“Estragou arroz, açúcar, estragou bastante coisa. O freezer parou de funcionar e a gente teve que fazer mais uma limpeza. Na dispensa, tudo que estava na parte de baixo a gente teve que jogar fora. Não sobrou nada”, disse Sônia.

Acostumados com essa situação, os donos do restaurante disseram que a última chuva que provocou alagamentos no estabelecimento foi há três anos atrás. “O pensamento era chegar o mais rápido possível para evitar perder menos coisas possíveis”, afirmou Aurélio. Depois da segunda faxina na manhã deste domingo, o restaurante já está pronto para voltar a funcionar nesta segunda-feira(06).

 

A água invadiu também o escritório de contabilidade da Janaína Rosa. No arquivo onde ela guardava as fichas dos clientes, papéis ficaram molhados e ela perdeu boa parte da documentação que estava na parte baixa do armário. “Quando cheguei, tinha bastante água. A proteção que a gente coloca na porta não foi suficiente para conter o alagamento. Passou por cima. Agora a gente está tentando recuperar o que dá para recuperar”, disse.

 

Informações G1

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