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Entre as 40 mortes causadas por febre amarela desde o início do surto da doença em Minas Gerais, o grupo que apresenta o maior índice de mortalidade é o de pessoas com 60 anos ou mais. De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nesta quinta-feira (26), três em cada quatro idosos infectados pelo vírus que causa a enfermidade morreram. Ao todo, oito pessoas dessa faixa etária tiveram os sintomas da doença confirmados até o momento, sendo que seis delas faleceram.

O segundo grupo com a maior taxa de letalidade para a doença no Estado é o de 50 a 59 anos, no qual três em cada cinco pessoas infectadas morreram. Nessa faixa etária, das 23 pessoas que tiveram febre amarela, 14 não resistiram. Veja abaixo a tabela completa com os óbitos confirmados em Minas, em 2017:

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Segundo a SES, até o momento, foram notificados 486 casos de febre amarela no Estado. A secretaria já confirmou, por meio de exames laboratoriais, 84 ocorrências e descartou 19.

Em relação aos óbitos, além dos 40 confirmados, 57 ainda são investigados pela pasta. A cidade com o maior número de mortes é Ladainha, na região do Vale do Mucuri, onde 10 óbitos foram contabilizados. Em seguida vem Teófilo Otoni, também no Vale do Mucuri, com cinco pessoas mortas em função da doença, e Ipanema, no Leste de Minas, com quatro.

Produção de vacina é dobrada

O Brasil está intensificando a produção de vacinas contra a febre amarela como forma de combater o surto da doença, que atinge principalmente Minas Gerais, mas que já tem registros pelo menos em São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Um total de 9 milhões de vacinas serão fabricadas entre fevereiro e março, o dobro da quantidade normalmente produzida por mês pelo Instituto de Tecnologia em Imunológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Atualmente, o país tem 11,5 milhões de doses em estoque. (Com Rafaela Mansur)

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