As pessoas me perguntam por que surgem novos vírus, bom, na verdade, eles não são novos, estão aí a milhares de anos, sofrendo mutações, tentando sobreviver, e para isso usam diferentes animais, plantas e outros seres vivos como hospedeiros, isso nos mais diferentes ambientes, inclusive as florestas.
Quando nós humanos surgimos no planeta, começamos a alterar os ambientes naturais, inclusive as florestas, e aí começamos a ser alvo dos vírus, como novos hospedeiros, não só para vírus, mas também para as bactérias, como as causadoras de pneumonia, tubérculos, para os protozoários, que causam malária, doença-de-chagas, além de fungos e outros microorganismos.
No caso da febre amarela, esta é uma virose transmitida por mosquitos (via picada) em áreas urbanas ou naturais (florestas). Sua manifestação é idêntica em ambos os casos de transmissão, pois o vírus e a evolução clínica são os mesmos — a diferença está apenas nos transmissores. Em áreas florestais, o transmissor (=vetor) da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue).

Os sintomas variam e dependendo da gravidade, a pessoa pode sentir febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina)
A prevenção é o melhor remédio, e são as mesmas medidas que se tomam para a dengue. Outra precação importante é a vacinação, e a dica é que se for viajar para áreas de surto, procure o Posto de Saúde para se vacinar. Em Minas Gerais os surtos estão sendo registrados em áreas rurais no leste do estado.
Lembre-se, a conservação das florestas está intimamente ligado ao bem estar humano, por esse motivo é preocupante a situação do estado de Minas Gerais, que assiste dia após dia a redução dos ambientes naturais.
por Marcos Magalhães
