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Nesta quinta (16) e sexta-feira (17) o SESI Tiradentes – Centro Cultural Yves Alves, às 20h receberá a peça ‘Surto em Paris’. Com direção de Orlando Orube, a comédia dramática nos induz a refletir sobre nossa existência e a nos perguntar se estamos preparados para sofrer um surto, seja de que tipo que for. O espetáculo abriu o 5º FESTEBARROSO, em 2014.

2 - Surto em Paris - MBYA - Resolucao Web_Foto Nereu JR--4O personagem principal, interpretado por Fernando Couto (melhor ator – Prêmio Usiminas Sinparc), leva uma vida monótona entre seu trabalho num banco e o pequeno quarto onde mora. Seus dias são pautados pela rotina, seus movimentos constituem rituais que lhe conferem estabilidade e segurança. Uma vida racional, na qual as emoções e as relações pessoais não encontram espaço. Até o ponto de ele conversar com seus “periféricos de consciência” (Lorena Jamarino e Arthur Diniz), partes do seu atribulado cérebro.

Um dia, essa vida monótona é abalada por um fato inesperado: de manhã, ao abrir a porta do quarto, ele encontra uma pomba no corredor. Esse acontecimento provoca uma quebra na rotina do personagem e abala a sua vida. O diretor Orlando Orube recria a figura do narrador (Ana Nery Carvalho) para conduzir o texto e, a partir daí, cria uma carpintaria cênica cheia de surpresas e recursos cênicos que ajudam no andamento do espetáculo.

O espetáculo está em circulação em Minas Gerais e recebe o incentivo da Lei Estadual de Incentivo a Cultura de Minas Gerais e o patrocínio da Holcim (Brasil). Todas as apresentações são gratuitas, os ingressos deverão ser retirados com antecedência na bilheteria do SESI Tiradentes. Na ocasião, a produtora da peça MBYÁ Produções e a gerência do CCYA incentivam a doação de agasalhos e produtos de higiene pessoal que posteriormente serão entregues a instituições filantrópicas da cidade.

Preparação

Segundo Orube, para que “Surto em Paris” chegasse a ser apresentado, foi preciso uma imersão no tema. “Gosto de trabalhar essas questões sociais. No ‘Te quero como Queres, me Queres como Podes’, eu já havia abordado o universo de duas jovens consumidas pelo crack. E, para esse espetáculo, foi também necessária uma grande pesquisa, que começou há cinco anos”, diz o diretor.

Já Couto, que interpreta Jonathan Noel, destaca o despertar do tema para o público. “A plateia pode se preparar para ser sacudida pelo turbilhão emocional dos personagens, pela reflexão proposta e até mesmo para se divertir com os ridículos de todos nós. Noel representa isso, as guerras interiores que todos nós travamos diariamente”, conta o ator mineiro.

 

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