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CADEIA
Na edição passada do jornal impresso, a mãe de um detento da Cadeia Pública de Barroso desabafou ao jornal e deu depoimentos dramáticos sobre a situação do seu filho, um albergado que está preso, segundo a mãe, em péssimas condições. Na oportunidade, ela se referiu à superlotação da Cadeia: hoje seriam 65 presos. Em celas que foram feitas para cinco detentos, estão 20, além do consumo abusivo de remédios que os presos precisam tomar para dormir. “Meu filho me conta cada coisa que chego a sofrer só de imaginar que ele está indo para um inferno. Eles mal conseguem dormir. A cela, que era para ter cinco presos, hoje tem quinze, o triplo. Isso é superlotação”, dizia a mãe na reportagem da última edição. Porém, pelo o que foi levantado atualmente, a situação é ainda mais alarmante. Com a chegada de uma mulher, a cela dos albergados teria passado a comportar 24 detentos, nove a mais ao que a mãe havia referido.

Estima-se que cerca de 70 presos estejam disputando espaço na Cadeia, mais que o triplo  da  capacidade máxima. E mais, os presos de cela livre, calculam-se quatro, estariam dormindo em salas improvisadas e até debaixo de bancos. Para dormirem, os detentos chegam a tomar água com Diazepam e Amitriptilina (remédios que ajudam a tranquilizar e a dormir). “Meu filho me contou que só quando eles tomam essas doses abusivas de remédios é que eles conseguem dormir, aliás, dormir não, apagar, lá na Cadeia”, desabafa a mãe que já na edição passada pedia uma atitude das autoridades. 

 

ALBERGADOS TOMAM ATITUDE

Diante da situação, os próprios detentos albergados elaboraram um documento, entregue no Fórum de Barroso, no começo dessa semana. Os presos, que reivindicam uma solução por parte da justiça, relacionaram três opções que, segundo eles, resolveriam em parte os problemas da cadeia com relação aos presos. São elas: uma casa de detenção só para os albergados, a exemplo do que acontece em outras cidades, o revezamento dos albergados, sendo divididos em duas turmas, ou a medida domiciliar para os mesmos. O delegado Alexsander Soares foi contatado pela reportagem, mas até o fechamento desta edição não havia se posicionado a respeito.

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