As autoridades locais de Dores de Campos estão com opiniões divididas desde que a população dorense ficou sabendo de uma possível vinda da Feira Itinerante do Brás, que vende produtos direto de um dos bairros mais conhecidos de São Paulo. No dia 21 de maio o Projeto de Lei 01/2015, de autoria das bancadas do PMDB e PP, foi votado para regulamentar o funcionamento das Feiras Livres em Dores de Campos.
O projeto foi aprovado pela maioria dos vereadores da Câmara Municipal. No entanto, o Prefeito Toninho do Ninico (DEM) afirmou que irá vetar o Projeto de Lei 01/2015 assim que chegar a suas mãos, em um prazo de 15 dias.
Caso o Prefeito vete o projeto, é preciso que a Câmara Municipal mantenha ou derrube o veto para que possa publicá-lo e entrar em vigor. No entanto, se até os dias 5 a 7 de junho o projeto ainda não ter sido publicado, a feira, que está marcada para esta data, poderá vir para a cidade e se instalar na Rua Expedicionário do Brasil, conhecida popularmente como Rua da Faidec.
Agora, se o projeto for publicado antes da data prevista, a feira não poderá se instalar na cidade sem atender as várias exigências impostas no projeto, entre elas, protocolar o pedido de realização da feira na Prefeitura Municipal em 30 dias antes de sua realização.
“Se depender de mim a feira vem, eu vou vetar o projeto. Nada contra o comércio, mas três dias de feira não vão atrapalhar um ano de comércio. As lojas de Dores são muito boas, mas tem pessoas que precisam comprar produtos mais baratos”, afirma o Prefeito.
A opinião do Prefeito não vai de encontro com a da Presidente da Associação Comercial Industrial Agropecuária e de Serviços de Dores de Campos, Stael Maria Ladeira. “A associação não é contra a vinda da feira, desde que cumpra com as mesmas obrigações tributárias dos comerciantes locais. No entanto, o impacto econômico será enorme. As pessoas vão comprar à vista e podem deixar de honrar com os compromissos da cidade”, comenta.
Segundo o economista Clodoaldo Fabrício José Lacerda, com a feira, a população ganha a curto prazo por consumir um produto mais barato, mas a longo prazo pode ser prejudicial. “As empresas da cidade são geradoras de emprego, mas se reduz as vendas o patrão também vai diminuir os custos, inclusive o quadro de funcionários”, afirma Lacerda que acha importante as empresas dorenses também repensarem sobre seus preços. “Em um momento econômico como esse, as empresas precisam ter preços menores. As pessoas estão deixando de consumir, não adianta o comerciante colocar um lucro maior e não vender muito”, finaliza.

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