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O jornal impresso, Gazeta de São João del Rei, trouxe na capa da última edição uma matéria descrevendo o aumento de 100% no índice de criminalidade na cidade histórica.

O assunto foi debatido em um Seminário Sobre Segurança Pública na segunda-feira (4) e apresentou, de acordo com a matéria, um saldo alarmante: o número de homicídios registrados nesses municípios dobrou de janeiro a abril deste ano na comparação ao mesmo período de 2014.

A relação entre menores de idade e o tráfico também mereceu estatística de destaque divulgada por membros do Judiciário e das polícias Militar e Civil: das 69 pessoas encaminhadas para a Delegacia são-joanense sob suspeita de comércio de entorpecentes, também de janeiro a abril, 12 tinham menos de 18 anos, número que ajuda a fortalecer dados assustadores: em média, pelo menos dois processos são instaurados envolvendo adolescentes são-joanenses e drogas a cada três dias.

O juiz de Direito da 2ª Vara Criminal e Execuções Criminais, Ernane Barbosa Neves, abriu a divulgação de dados no I Seminário Sobre Segurança Pública, sediado no plenário da Câmara em São João.

De acordo com levantamentos da comarca, a maior cidade do Campo das Vertentes fechou 2014 registrando 32 homicídios, o que equivale a um crime com morte a cada 15 dias. O saldo é ainda mais alarmante quando comparado a índices registrados quatro anos antes: em 2010 a cidade somou sete ocorrências com assassinatos. Ou seja, total quase cinco vezes inferior. “Com os números do ano passado São João del-Rei (com população inferior a 90 mil pessoas) superou a média nacional de homicídios, que é de 27,4 por 100 mil habitantes. É importante mostrarmos essa perspectiva para discutirmos o cenário local”, avaliou Neves antes de pontuar, também, sobre a situação dos próprios encarcerados.

Segundo ele, 800 pessoas estão detidas no Presídio Regional, número que teria crescido quase oito vezes desde 2006, quando 110 presos ocupavam as celas do complexo. Com o salto atual, São João abriga, sozinha, 1,2% da população carcerária em toda Minas Gerais. E segue sem espaço para abrigar menores infratores. “Precisamos de um centro para abrigar e manter esses jovens sob custódia legalmente. Temos um projeto que prevê local com 50 vagas para meninos e 15 para meninas. Mas não se trata de uma possibilidade de implantação imediata, infelizmente”, disse.

E completou: “A internação não resolve o problema. Ela combate as consequências. Seria como remediar a doença sem preveni-la. É preciso cuidar, também, para que as causas da criminalidade juvenil sejam erradicadas. E elas estão na ausência de direitos básicos, como educação e emprego”.

Informações complementares do Gazeta de SJDR

 

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