Ao sair esta edição do Barroso EM DIA já está fazendo um mês da morte de “um dos ícones da comunicação na cidade, Toninho Pinto”, conforme página de rosto da edição do dia 28/02. No editorial especial e na página 8 o jornal focalizou, com riqueza de detalhes, a trajetória brilhante do locutor, jornalista e radialista Toninho Pinto, desde os primeiros trabalhos de locução nas escolas que frequentou, nas festas juninas, no serviço de som do José Furtado, para, a seguir, passar a espalhar a sonoridade da sua bela voz e dicção perfeita através das rádios comunitárias e comerciais da região, como a Rádio Sucesso de Barbacena, na qual começou a atuar profissionalmente, e na qual permaneceu por 26 anos, chegando a Diretor de Jornalismo da emissora.
A edição citada apresentou vários depoimentos dos colegas de trabalho do Toninho Pinto, e a multidão que compareceu ao seu velório e sepultamento (tão grande como poucas vezes vista em Barroso) comprovaram como Toninho Pinto era popular, querido e admirado. Nesta matéria, escrita após transcorrido o período mais emocional da sua perda, desejo falar como amigo da família Pinto, particularmente do LADINHO, pai de Gina, João Epifânio, Geraldo Cosme e Antônio Marcos. Ao vir morar em Barroso em outubro de 1955, nos meus primeiros anos na cidade tive a sorte de conhecer e rapidamente ganhar dois grandes amigos, o Ladinho e o Virgílio Fraga, marido de dona Irene Reis e pai do José Maria e do Brasilino Neto. Em outubro de 1957 tive a satisfação de ter o Ladinho e sua esposa dona Eni Barbosa como testemunhas do meu casamento civil.
No dia 2 de setembro de 1966 um acidente de trânsito, na descida do Boqueirão pouco acima da saída da então MG60 (hoje BR265) para a comunidade da Boa Vista, ceifou a vida do meu amigo Ladinho e de outros dois ocupantes de seis que se encontravam na cabine de um caminhão FNM. Por uma dessas razões misteriosas que mudam o destino de muitas vidas, por questão de minutos meu irmão Vicente deixou de ser um do caronas do caminhão. Naquela noite trágica a Gina e o Joãozinho Pinto estavam no Ginásio São José e coube a mim, como diretor, a dolorosa tarefa de dar a eles a notícia do acidente do qual seu pai fora vítima. Na época o Toninho estava com uns 3 anos. Mais tarde, no início da juventude, ele veio a se tornar um meu ex-quase genro, quando por algum tempo foi namorado da minha filha Mônica.
Nesta matéria presto uma homenagem póstuma ao amigo Toninho Pinto, e ao seu pai e grande amigo Ladinho, que partiu tão cedo e não pôde participar do sucesso pessoal e profissional dos seus quatro filhos.
Por Paulo Terra

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