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Tema polêmico levantando na última semana pelo Barroso EM DIA, as diárias da Câmara Municipal, valores que são pagos aos funcionários e legisladores para as viagens, continua rendendo.

O assunto ganhou grande repercussão quando o Presidente da Casa, Zeca (DEM), convidou os vereadores a discutir o reajuste das diárias em uma sala reservada, o que gerou indignação nas redes sociais e em alguns próprios vereadores.

Porém, já que o Barroso EM DIA não teve oportunidade de ouvir a opinião dos vereadores e repassar a sociedade na reunião reservada, realizou uma entrevista com cada vereador sobre o assunto. Dos sete entrevistados, seis são contra o Projeto de Zeca e um não quis comentar. Já o vereador Kiko do Bedeschi (PHS) não foi encontrado para falar do assunto.

DELÉIA (PPS) – Declarou ser contra o projeto suspenso do Presidente Zeca e disse que seria incoerente se votasse a favor. É contra os valores propostos e contra a diferença de níveis. “Discordo em dois ponto graves: o valor final e a diferenciação entre vereador e funcionário”, declara a vereadora sobre a Lei de 2003 que prevê um valor maior para vereadores e um menor para os funcionários.

EDUARDO PINTO (PV) – Declara ser totalmente contra porque sabe que os valores atuais já são mais que suficientes. “Sou contra. Acredito que os valores atuais já são suficientes para cobrir despesas no caso de necessidade de deslocamento a outro município a serviço da Câmara. Inclusive, estou finalizando uma proposta que visa economizar o dinheiro público no que diz respeito as diárias da Casa”, declara.

MARLI (PP) – Também é contra o Projeto de Zeca. “Não é necessário reajuste, os valores hoje existentes são suficientes para as despesas”, declara.

HÉLIO CAMPOS (PP) – Desde quando o Projeto foi apresentado declarou que seria contra. “Apresentei uma proposta de 25% de reajuste de uma maneira geral porque desde 2005 não tem reajuste. Acredito também que o valor atual possa ser mantido porque poucos vereadores estão fazendo o uso da diária. Acho que o valor proposto pelo Presidente foi muito alto. Vejo que enquanto o Executivo está lutando para reajustar 5% a Câmara está pensando em aumentar salários e diárias”, diz.

FERNANDO TERRA (PP) – Também é contra. “De fato é polêmico, mas a minha posição é contraria, já deixe isso claro inclusive com o próprio Presidente. Os valores que estão lá são suficientes, mas o que mais chama atenção é a distinção dos níveis. Isso é uma cosisa do tempo da escravidão e que não faz mais sentido hoje”, ressalta se referindo também a Lei de 2003.

JAYMINHO (PPS) – Não quis comentar o assunto porque o Projeto foi suspenso.

KIKO DO BEDESQUI (PHS) – Não foi encontrado após a reunião para falar do assunto.

TONHO (PSDB) – O mais interessante levantado pela reportagem está ligado ao vereador Tonho (PSDB). Na pesquisa feita pelo jornal, Tonho, em 10 anos de mandato, nunca usou um centavo da diária. “Entendo que a verba indenizatória que recebemos serve para cobrir estes gastos”, diz o vereador que também fala da sua posição de voluntariado a frente do Hospital Macedo Couto. Ouça clicando na imagem abaixo.

 

 

Já o Presidente, autor do projeto que foi suspenso, tentou explicar a opção de realizar reuniões reservadas na Casa. “Essas reuniões são para fazer cálculos e algo do tipo, não se trata de esconder nada de ninguém. Além do mais, está no Regimento Interno da Casa e é legal. “, respondeu Zeca sobre a afirmação do jornal que achou a postura do Presidente deselegante. Ainda sobre o tema, o vereador Eduardo Pinto (PV), retrucou e disse que embora seja legal é desnecessário discutir o assunto em salas reservadas. Depois de uma hora de reunião, Zeca retirou de tramitação o Projeto de sua autoria que seria derrotado em plenário. Relembre o caso e os valores das diárias. Clique aqui. 

LUTO

Ainda na reunião ordinária, os vereadores fizeram um minuto de silêncio em homenagem póstuma ao ex-vereador Antônio Ernane de Araújo, o Chup-chup, que faleceu no último sábado (14). Em um belo ato, o Presidente pediu para que todos de pé pudessem respeitar um minuto de silêncio. Reveja a matéria. Clique aqui

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