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Comerciantes barrosenses se reuniram com a Polícia Militar, Civil e Promotoria para falar sobre os crimes ocorridos nos estabelecimentos da cidade. A reunião, organizada pela Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de Barroso (Acib), aconteceu na tarde desta quarta-feira (11), no Salão do Júri do Fórum, no Prédio dos Três Poderes.

_MG_5955O Comandante da Polícia Militar da cidade, 2º Tenente Alexandre Vigorito, o investigador Edson Santos – representando o Delegado de Polícia, Dr. Alexander Soares Diniz – o Promotor de Justiça, Dr. Pedro Estiguer Henriques e a Assistente Social, Adriene Resende, falaram sobre o atual cenário de Barroso e tiraram as dúvidas dos comerciantes.

Segundo o Presidente da Acib, Ronaldo do Nascimento Ferreira, os assaltos que aconteceram no Supermercado Moreira, em janeiro, no Rei Supermercado, em fevereiro, e a tentativa de roubo na Zema, na madrugada de quarta-feira (11), vem preocupando todos os comerciantes, daí a atitude da Acib de realizar a reunião com as autoridades.

_MG_5968O Tenente Vigorito falou sobre o aumento da população na cidade. “Barroso cresceu, os problemas cresceram, e a Polícia Militar tem que acompanhar e aumentar o efetivo, o que já está sendo estudado”, comenta. Com relação aos roubos nos comércios, o Tenente afirma que está sendo feito um policiamento preventivo pelos bairros da cidade. “Os assaltos aconteceram em locais mais distantes do centro, então viaturas estão visitando constantemente os estabelecimentos destes bairros”, explica Vigorito.

De acordo com o investigador da Polícia Civil, Edson, o principal problema, que contribui para o aumento de crimes da cidade, são as drogas. “Barroso não é uma cidade com crimes de grande violência. O uso de drogas é uma epidemia que atingiu a cidade e é gatilho para outros crimes, como roubos e furtos. Todos os dias dois ou três usuários são presos na cidade”, afirma.

_MG_5960Ainda segundo o investigador, não é a população que veio trabalhar na Expansão da Holcim que comete os crimes. “O problema não é a expansão, mas essa população flutuante atrai criminosos, porque o consumo de drogas aumenta na cidade”, explica.

Sobre os dois assaltos a mão armada na cidade, Edson afirma que ainda não é certo que os crimes foram cometidos pelas mesmas pessoas, mas pelo modus operandi parece se tratar dos mesmo criminosos. “Nós já identificamos um dos criminosos do primeiro roubo. É um homem conhecido no meio policial em Barbacena. Um segundo suspeito seria um menor, mas ainda não temos certeza”, comenta.

Os comerciantes fizeram reclamações e cobraram mais segurança dos policiais. “Nós vivemos 24 horas por dia nesse terror do que pode acontecer”, falar um dos comerciantes.

O principal ponto levantado, tanto pelas Polícias Civil e Militar, é o desfalque no efetivo na cidade. Segundo o Tenente, o ideal seria que a Polícia Militar tivesse viaturas suficientes para atender toda a população. Se acordo com o investigador Edson, o baixo efetivo na Polícia Civil é ainda mais sério, não tendo pessoal o bastante para o volume de trabalho em Barroso.

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