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A cidade de Dores de Campos possui sua identidade formada principalmente pelo tropeirismo. A singularidade encontrada na história dorense,
segundo Helbert
José Aliani Silva,  chamou a atenção  do cineasta Raymundo Evangelista, de Belo Horizonte, e o roteirista e artista plástico Luiz Antônio, de Ouro Preto. 908616_431686970256456_1067730329_n

Desta forma, a história bastante conhecida pelos dorenses poderá virar um longa- metragem. Os cineastas estarão na cidade nas comemorações dos 76 anos do município, na quinta-feira (19) e ficarão até o sábado (21) para conhecerem um pouco mais da cultura dorense.

Beto, como é conhecido, conta que o tropeirismo dorense  foi originado em virtude das selarias criadas ainda na primeira metade do séc XIX, por volta de 1830 a 1840, e se manteve até o início dos anos de 1980 com sua decadência e extinção, com as construções de várias estradas de rodagem.   

Nesta época, diversos dorenses fizeram desta atividade, uma profissão, com o desafio de sair pelos caminhos, trilhas e rotas do Estado de Minas Gerais e estados circunvizinhos, no lombo de burro ou de mula.

De acordo com Beto, o tropeirismo dorense possui singularidade em relação ao tropeirismo da 1° metade do século XVIII. “Algumas das diferenças do tropeirismo dorense são o fato de que não foi feito o uso da  Estrada Real os produtos dos nossos tropeiros eram diferentes”, conclui Beto que teve seu trabalho realizado por três anos, intitulado “Tropeirismo dorense: o resgaste de uma memória”, que trabalha com  a história oral.

Repórter Raquel Lopes

Fotos: Arquivo Jane Arruda – Coluna Do Fundo do Baú

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