Mais uma Copa do Mundo chegou ao fim e esta semana as atenções dos brasileiros passaram a se voltar para as eleições deste ano. Apesar do desinteresse de muitos pelo processo, é fundamental o envolvimento de todos nos debates políticos. No geral, quanto maior o interesse da comunidade, maiores são as chances de escolha de candidatos melhores e mais preparados. Esse interesse depende de um elemento central: informação. Quanto mais informação se tem sobre a política e os candidatos, maior tende a ser o interesse dos eleitores e maior a qualidade do voto.
Existe uma pergunta clássica para avaliar o interesse dos eleitores: “você se lembra em quem votou nas últimas eleições?” No Brasil, a experiência mostra que a lembrança é pálida. Se as eleições são federais e estaduais e se os cargos são legislativos, especialmente para as Assembléias e o Congresso Nacional, raramente os candidatos são lembrados. Apesar de importante, lembrar em quem votou é ainda muito pouco para um eleitor de fato empenhado. Junto com essa, outras perguntas poderiam ser feitas: i) o candidato foi eleito no último pleito? ii) qual sua sigla partidária? iii) quando/como/por que o candidato entrou na vida pública? iv) onde o candidato nasceu e sua trajetória de vida? v) em quais outras cidades o candidato faz campanha? vi) quais foram as emendas parlamentares destinadas à Barroso? vii) quais foram os projetos de lei propostos/apoiados/votados pelo candidato? viii) o candidato é apoiado por quais lideranças no município? ix) o candidato apóia quais candidatos ao Governo e à Presidência? x) quais são as principais bandeiras e idéias do candidato?
As respostas a essas e muitas outras perguntas podem ser encontradas, com um pouco de esforço, ainda que nem sempre com total confiança, nas páginas e nos perfis dos candidatos e nas ferramentas de busca da internet. No processo de amadurecimento democrático e no auxílio aos eleitores menos atentos, no entanto, é papel da imprensa facilitar o acesso a tais informações. Não deixa de ser paradoxal perceber que os políticos que, em tese, deveriam estar mais próximos de suas bases, como os deputados estaduais, são justamente os menos lembrados pela população. A exemplo do que acontece no nível nacional, onde os candidatos à presidente são sabatinados diariamente, é chegada a hora de provocarmos e demandarmos respostas também daqueles candidatos que fazem campanha diretamente em Barroso. Retirando-os da zona de conforto eles poderão entrar com mais facilidade na memória e, quem sabe, na história de Barroso.
Por Antônio Claret
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