Compartilhe:

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou a prisão preventiva de um homem, de 46 anos, investigado pelo homicídio ocorrido no município de Barroso em dezembro de 2012.

Na ocasião, o corpo da jovem Eloíza Fernanda da Silva, de 21 anos, teria sido encontrado em meio ao mato, no morro da Cadeinha, Centro sentido Bairro do Alonso.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça, após ser apurado que o investigado estaria ameaçando testemunhas do caso.

O homem foi preso pela PCMG nesta quarta-feira (23/09) e encaminhado ao sistema prisional.

RELEMBRE

20 de dezembro de 2012, há cerca de 14 anos, Eloíza Fernanda da Silva, de 21 anos, saiu da casa da sogra onde morava para ir para o trabalho e nunca mais voltou. O seu corpo foi encontrado na Rua Deudes José de Matos, a Rua da Cadeinha, em um lugar de mata fechada, atrás do Hospital de Barroso, próximo ao leito do Rio das Mortes.

Mais de uma década depois, a Polícia Civil, com o brilhante trabalho do delegado Doutor Roberto Nobrega, que chegou em 2019 na cidade, conseguiu identificar e denunciar os acusados ao Ministério Público, que concordou com as investigações e denunciou os autores. “Cheguei em 2019 em Barroso e ficamos nesse homicídio, mas como eu não estava na época dos fatos, isso se tornou mais difícil. Porém, conseguimos identificar os autores”, diz o Delegado que informou que agora vai começar o processo judicial deles e caso eles sejam pronunciados, irão a júri popular.

Os nomes não foram divulgados, mas trata-se dois homens de 36 e 46 anos de idade, naturais de Barroso, que responderão pelos crimes de estupro, homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

De acordo com a investigação, os dois homens, que são conhecidos da vítima, obrigaram Eloíza entrar em um carro quando ela saia do seu trabalho na região central, próximo a um ponto de ônibus, e a levaram para o Distrito Industrial, onde abusaram sexualmente da vítima, a mataram com uma corda e jogaram seu corpo na Rua da Cadeinha. O crime chocou a cidade naquela véspera de Natal do ano de 2012.

Treze anos depois, a mãe da vítima, Neide Rodrigues, falou a reportagem do barrosoemdia e disse que espera o julgamento para colocar atrás das grades os criminosos que fizeram isso com sua filha. “Pedi a Deus pra não deixar eu partir sem antes me mostrar quem fez isso com a minha filha e parece que este pesadelo está chegando ao fim”, disse Neide com exclusividade ao barrosoemdia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *