Pelo menos 105 corpos de pessoas internadas no antigo maior manicômio do Brasil, o Hospital Colônia de Barbacena, foram vendidos para uma faculdade de medicina entre 1971 e 1975, segundo o Ministério Público Federal (MPF).
Cada cadáver era comercializado por 50 cruzeiros novos, conforme documentos reunidos na investigação. Agora, o órgão cobra reparação de R$ 14,8 milhões pelo caso.
🔎 Criado em 1903, o Hospital Colônia funcionou por mais de 80 anos no Campo das Vertentes e abrigou milhares de pacientes internados de forma compulsória em condições precárias. Cerca de 60 mil morreram no local, e pelo menos 1.800 corpos foram vendidos a universidades.
A petição é movida contra a Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), mantenedora da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), o Estado de Minas Gerais e a União.

